terça-feira, 3 de julho de 2012

Exposição em Gálatas 5: 16 – 25


INTRODUÇÃO:
Neste capítulo a grande ênfase do Apóstolo Paulo é que em Cristo estamos em verdadeira liberdade. Antes, estávamos escravizados pelo pecado, mas agora somos filhos de Deus.
No texto em apreço, Paulo fala do conflito entre a carne e o Espírito, mostra-nos ainda que o Espírito Santo é o nosso santificador, e o único que pode se opor à nossa carne e subjugá-la.
Sabemos que é Jesus Cristo que nos liberta. Mas sem a obra contínua, orientadora e santificadora do Espírito Santo, a nossa liberdade é deturpada.
Então, veremos que o texto referido pode ser dividido em duas partes: A realidade do Conflito (vs. 16 – 23) e o Caminho da Vitória Cristã (vs. 24, 25).

TEMA: O Conflito Entre a Carne e o Espírito e o Caminho da Vitória

1.      A Realidade do Conflito (vs. 16 – 23).
Vejamos o que nos diz os versículos 16 e 17 = “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”.
O texto faz referência aos combatentes do conflito cristão, a carne e o Espírito. À luz da Bíblia, podemos afirmar que a “carne” representa o que somos por natureza e o “Espírito” o que nos tornamos pelo novo nascimento, o nascimento do Espírito. Estes dois, a carne e o Espírito vivem em ferrenha oposição.
Consideremos agora o tipo de comportamento através do qual se expressam as duas naturezas:
1.1  As Obras da Carne (vs. 18 - 21).
As obras da carne são conhecidas, ou seja, as palavras e os atos pelos quais se manifesta, são públicos e evidentes. A partir do versículo 19 ao 21, Paulo elabora uma lista que abrange quatro áreas: sexo, religiosidade, sociedade e alimentação. Observemos:
a)      Sexualidade: Prostituição – qualquer tipo de comportamento sexual ilegal (casos extraconjugais, sexo fora do casamento, etc). Impureza – comportamento anormal envolve pensamentos pecaminosos. Lascívia – um público e atrevido desprezo pelo decoro (várias músicas contemporâneas contribuem para a lascívia).
b)      Religiosidade: Idolatria – culto prestado a deuses falsos. Feitiçaria – intercâmbio secreto com os poderes do mal (macumbaria, cartomancia, búzios, necromancia, etc.).
c)      Sociedade: ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja – tudo isso contribui para a separação e inimizades entre as pessoas em seu convívio social.
d)     Alimentação: Bebedices – embriaguez. Glutonaria – excessos alimentares. Tanto uma coisa quanto outra acontecia em festas gregas e romanas.

1.2  O Fruto do Espírito (vs. 22, 23).
Temos aqui um aglomerado de nove graças cristãs que parecem descrever a atitude do cristão para com Deus, o próximo e ele mesmo.
a)      Atitude do Cristão em Relação a Deus: Amor, Alegria e Paz – o primeiro amor cristão deve para com Deus, sua principal alegria deve ser em Deus e a sua paz mais profunda é a sua paz com Deus.
b)      Atitude do Cristão em Relação ao Próximo: Longanimidade, Benignidade, Bondade – são virtudes sociais, expressam as qualidades para que tenhamos relacionamentos saudáveis; Longanimidade é a paciência em relação aos que nos irritam e perseguem; Benignidade é uma questão de disposição; Bondade se expressa em palavras e atos.
c)      Atitude do Cristão em Relação a Si Mesmo: Fidelidade, Mansidão e Domínio PróprioFidelidade - descreve uma característica de alguém que é confiável. Mansidão - significa poder sob controle, humildade e por fim Domínio Próprio – autocontrole.
Todas essas características são o fruto do Espírito, o produto natural que aparece na vida dos cristãos dirigidos pelo Espírito Santo. “Contra essas coisas não há lei” (vs. 23), pois a função da lei é controlar, restringir, impedir, e aqui não há necessidade de limitações.
Depois de analisar a realidade do conflito, Vejamos:
2.      O Caminho da Vitória Cristã (vs. 24, 25).
No versículo 24: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”Devemos crucificar a carne, nós é quem crucificamos nossa velha natureza, a ideia é de dia a dia matar nossa natureza pecaminosa. “Agora não se trata de morrer, o que já experimentamos através da nossa união com Cristo, é antes um deliberado matar”.
Tomamos a nossa velha natureza egocêntrica, com todas as suas paixões e desejos pecaminosos, e a pregamos na cruz.
No versículo 25: “Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito”. Devemos andar no Espírito, no verso 16 afirma que somos guiados pelo Espírito, há passividade de nossa parte. Contudo, no verso 25, a expressão está na voz ativa, indicando que nós é que devemos andar no Espírito.
O Espírito Santo toma a iniciativa e afirma seus desejos contra os da carne e forma em nós desejos santos e celestiais e nós nos submetemos a sua orientação e controle.
Então, andar no Espírito, é andar de acordo com a linha que o Espírito Santo estabelece, o Espírito nos guia, mas nós temos de andar no Espírito, de acordo com as suas regras.

CONCLUSÃO:
1.      Precisamos Entender Que a Vida Cristã Inclui Um Grande Conflito Entre a Carne e o Espírito.
Isto acontece porque a partir da conversão o Espírito Santo passou a habitar em nós, sendo assim, a carne e o Espírito vivem numa luta constante.
2.      Precisamos Entender Que o Caminho Para Vencer é a Mortificação da Carne e Um Andar Contínuo no Espírito.
Devemos ser determinados neste objetivo, é fundamental que a cada dia crucifiquemos o nosso desejo pecaminoso e façamos uso dos meios de santificação, ou seja, oração, leitura bíblica, participação nos cultos, assim estaremos andando no Espírito e vivendo para glória de Deus.



3 comentários:

  1. Nossa que sabedoria. Amei
    Né ajudou muito

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  2. Essa é a real luta interna, entre a carne e o Espirito, a orientação que recebi através da bíblia e sua ministração que me abriu grandeshorizontes. Obrigado.

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  3. Gostei muito que deus abençoe quem fez

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