domingo, 29 de setembro de 2013

O nosso Maior Problema - Mc 2. 1-12

Introdução:

Todos nós já nos deparamos com situações nas quais nos sentimos totalmente impotentes. Seja diante de uma doença de alguém, ou mesmo diante de algum problema que alguém nos conte e que não possuímos a solução. Na história que lemos encontramos uma situação semelhante.

Contexto histórico:

Jesus estava regressando do seu ministério na Galileia (Mc 1. 38,39), e estava de volta a sua própria cidade, Cafarnaum (Mt 9.1). Cidade essa que servia de base para o seu ministério na Galileia.  A partir do texto de Mc 2. 1-12 quero falar sobre:

I-A NOSSA ÓTICA DO PROBLEMA ( V. 1-4).

(V. 1) Jesus estava em (uma) casa em Cafarnaum e logo as multidões afluíram. O texto não diz que as multidões forma em busca de ouvir a Palavra ou de adorar o Cristo). Contudo, nós podemos inferir pela própria história do paralítico que a maioria das pessoas estava ali para receber algum benefício temporal.

(V. 2)”... anunciava-lhes a palavra”. A prioridade de Cristo era a pregação,  o anúncio das boas novas, a chegada do Reino de Deus.

Aplicação: que diferença do foco das igrejas modernas! Ouvi outro dia um sujeito que pregava e dizia: “se você veio aqui em busca e uma benção espiritual, Jesus vai te dar, se você veio em busca de uma benção material ele também vai te dar”.

(V. 3,4) vemos o esforço daqueles que se sentiam impotentes diante da enfermidade do paralítico. O fato daqueles homens terem empreendido tamanho esforço (pois chegaram a cavar o telhado da casa), demonstra que na ótica deles o maior problema daquele homem era a sua paralisia.

OBS. Antes de passarmos para o próximo ponto. O foco principal desse texto não são os amigos do paralítico, nem tão pouco a fé deles. Digo isso, porque já ouvi muitas pregações com esse enfoque.

II-O NOSSO PROBLEMA NA ÓTICA DE DEUS (V. 5-9).

(V. 5) “...Filho, os teus pecados estão perdoados”.

Fico imaginando o olhar de espanto dos amigos do paralítico, bem como a decepção do próprio paralítico. Depois de todo o trabalho que tiveram para descer, depois de ouvir a fama de Jesus como aquele que curava todos os que iam até ele...

Como alguém já disse: “O maior problema de quem está doente é achar que a doença é o seu maior problema”. Jesus identificou qual era a maior necessidade daquele homem.

Aplicação: o maior problema da humanidade é o pecado. Os demais problemas são sempre consequência dessa condição de pecado em que nascemos. Vivemos num mundo caído, e na maioria das vezes buscamos soluções paliativas para um problema que somente Deus pode solucionar. A psicologia moderna aconselha o homem a se livrar da culpa, quando na verdade você deve fazer o contrário. De acordo com as escrituras o homem só é liberto da escravidão do pecado quando se considera culpado e indígno do perdão de Deus.

·         Nesse texto também aprendemos a correta relação entre pecado e enfermidade:

No mundo antigo (e, ainda hoje!) e, principalmente entre os judeus, era muito comum associar pecado e enfermidade. Quando alguém está com alguma doença incurável significa que está sendo alvo do juízo específico de Deus. Contudo,  Jesus refita essa tese em (Jo 9. 2; Lc 13. 4). Até porque, se isso fosse verdade, quando Jesus absolveu o paralítico dos seus pecados ele teria sido curado.

(V. 6,7) Temos a reação dos escribas: “Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração:  Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?”.

A pergunta e a resposta deles está correta. Somente Deus pode perdoar pecados. Contudo, eles estavam cegos para o fato de que estavam diante do Deus encarnado.

(V. 8, 9) A onisciência de Jesus é demonstrada. “...Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração?”. Bem como a sua onipotência, quando ele propõe desafio seguinte: “Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?”. É uma pergunta retórica!

Aplicação: Como é que Jesus comprovaria que os pecados daquele homem estavam perdoados?

III-A SOLUÇÃO INTEGRAL DE DEUS (V. 10-12).

(V. 10) “...para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados...” Os milagres eram sinais que apontavam para quem ele era.

Essa cura não era necessária para a salvação do paralítico. Até porque, é melhor continuar paralítico perdoado, do que alguém curado, mas irregenerado. Essa cura (assim como todas que Jesus efetuou) teve um propósito na história da salvação.

“Filho do Homem”. Essa expressão que aparecerá outras 13 vezes no evangelho de Marcos, aponta para o cumprimento da profecia de Daniel (Dn 7. 13,14):

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

Jesus está dizendo que é o filho do homem prometido em Daniel 7. Ele já possui todo domínio. Ele reina, e esse mundo está sendo posto sob os seus pés através do avanço do reino de Deus, a medida que anunciamos o Evangelho.

(V. 11) “Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa”. Aquele homem não possuia condições por si mesmo de se levantar. Ele só fez isso por conta da ordem de Cristo.

Aplicação: Isso nos ensina que aquele que ordena “creia em mim” é o mesmo que nos dá a fé (Ef 2. 8), aquele que diz “arrependei-vos” é o mesmo que nos dá o arrependimento (At 11.18).

(V. 12) “...Então, ele se levantou e, no mesmo instante...” Essa é uma das características básicas das curas operadas por Jesus. (diferente do que vemos hoje).

“...glória a Deus...” Como tudo que Jesus fazia, esse sinal redundou na glória de Deus.

Conclusão:

Qual é o seu maior problema?

Você se considera um pecador?

Existe solução para o seu pecado no sacrifício de Cristo.













7 comentários:

  1. Lukas, agradecemos sua visita ao nosso blog. O referido sermão foi pregado pelo irmão Jairo Rivaldo, membro da IPB em Toritama. Que Deus lhe abençoe!

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  2. Texto compacto, objetivo, simples, mas muito poderoso! Como deve ser a mensagem . Parabéns! Pr. Rogério M. Garcia

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  3. Uma verdade biblica, sem jargões porém objetiva e verdadeira, obrigado por esse estudo edificante!

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  4. gloria a Deus pois Deus abril muito o meu emtemdimento nesse estudo ev zenilton DEus abemçe em nome de jesus

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