sexta-feira, 25 de maio de 2012

Princípios Para a Felicidade Familiar


 
Introdução:
            Por quê os cristãos sentem a necessidade de celebrar o Mês da Família? Pelo fato de que a família não é uma simples instituição social ou moral, a família é uma instituição divina, ou seja, quem estabeleceu foi o próprio Deus.
            Contudo, a família contemporânea está enfrentando algumas crises: autoridade (os filhos não obedecem aos pais), identidade (não há uma distinção das funções entre Homem e Mulher), espiritualidade (o desprezo pelos princípios Bíblicos). Tudo isso gera infelicidade no lar, destruição familiar.
O texto que acabamos de ler, mostra-nos alguns princípios para a felicidade familiar, e é sobre esse tema que vamos estudar hoje:

TEMA: PRINCÍPIOS PARA A FELICIDADE FAMILIAR
1. Temor a Deus (vs. 1).
            Temor a Deus implica em reconhecer quem é Deus: o criador, o sustentador, o Deus de amor, da justiça, da verdade, da graça e misericórdia. Ou seja, o Deus das Escrituras, com todos os seus atributos, é o Senhor que deve ser temido.
            Sem reconhecermos a este Deus, temos grande possibilidade de construirmos um relacionamento de frustração e de tristezas. Portanto, reconhecer a Deus como ele é, é um dos princípios para um bom relacionamento no lar.

2. Obediência (vs. 1).
            Bem-aventurado é aquele que anda nos caminhos do Senhor – sugere obediência, submissão a Deus e a sua vontade.
            Em termos práticos, como isso funciona em casa, no relacionamento familiar? Conforme a Bíblia é preciso que seja observada a estrutura familiar, ou seja, o homem (marido) como sendo o cabeça, o chefe, o líder espiritual da casa, amando a esposa como Cristo amou a Igreja (amor sacrificial). A mulher (esposa) sendo submissa ao marido, honrando-o como ao Senhor. Os Filhos sendo obedientes aos pais, os pais não provocando a ira dos filhos.
            É assim que Deus estabeleça na sua Palavra, para que a família desfrute de felicidade no contexto familiar.

3. Trabalho (vs. 2).
            Deus honra o trabalho honesto das mãos do homem. Este princípio está relacionado com a criação. Antes da Queda do homem no Jardim do Édem, Deus já havia estabelecido a necessidade do trabalho, portanto, o trabalho é bênção e não maldição.
            O problema é que o mundo de hoje considera o trabalho como maldição. E o antigo conceito de trabalho foi substituído pelo conceito de ganhar dinheiro. E quanto mais fácil melhor. Este é o principio da ruína de um bom relacionamento, entre amigos, na família e principalmente no casamento.
            Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te ira bem – prosperidade é conseqüência do trabalho.

EVIDÊNCIAS DA FELICIDADE FAMILIAR
1. Harmonia no Convívio (vs. 3)
            “Mulher como videira frutífera”, A videira produzia as uvas, das quais se fabrica o vinho, uma fonte de alegria para os israelitas (Sl 104: 15). A bênção que uma esposa frutífera traz inclui filhos ao redor da mesa.
            “Filhos como rebento da oliveira”, As azeitonas e o azeite eram valiosos bens de consumo na vida da nação de Israel. O versículo, relata a harmonia família, a alegria da esposa e filhos ao redor da mesa, desfrutando de uma saborosa refeição.

2. Prolongamento dos dias (vs. 5, 6).
            A longevidade é uma das evidências da bênção de Deus. Na antiga nação de Israel, vida longa e famílias numerosas eram uma bênção, particularmente à luz da aliança com Abraão (Gn. 12: 1-3).

Conclusão:
            A fidelidade de Deus consiste em abençoar aqueles que o temem e andam em seus caminhos, e muitas vezes em deixar que o próprio homem traga sobre si a maldição de não segui-lo, então, Deus tem numerosas bênçãos para aqueles que o temem.
            Portanto, desafio cada família aqui representada a dar ouvidos a Palavra do SENHOR e submeter-se a mesma, apenas assim você irá desfrutar de felicidade familiar. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Feminização da Família


O feminismo é um movimento radical. Como tal, ele atinge até as raízes do relacionamento entre homem e mulher, e busca alterar a estrutura social e institucional, que é percebida como conflitante com as ideais e objetivos do feminismo. Janet Richards declara que “O feminismo é em sua natureza radical… nós protestamos primeiramente contra as instituições sociais… se considerarmos o passado não há dúvida de que toda a estrutura social foi planejada para manter a mulher inteiramente sob a dominação do homem.”[1] Sendo uma ideologia radical, o objetivo do feminismo é a revolução. Gloria Steinem fala pelas feministas quando diz: “Pregamos uma revolução, não apenas uma reforma. É uma mudança mais profunda que qualquer outra.”[2] Feministas querem criar uma “nova sociedade” onde as condições restritivas sociais do passado sejam para sempre removidas.[3] Quão bem sucedidas feministas foram em promover sua agenda de revolução social? Davidson diz: “Hoje, o feminismo é a ideologia de gênero da nossa sociedade. Desde as universidades até as escolas públicas, da mídia até as Forças Armadas, o feminismo decide as questões, determina os termos do debate, e intimida oponentes em potencial ao ponto do silêncio absoluto.”[4]


A instituição social que o feminismo tem mirado como uma das mais opressivas a mulher é a família tradicional. Por “família tradicional” queremos dizer a estrutura familiar desenvolvida na sociedade Ocidental, sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia. Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar. Feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional. A feminista Roxanne Deunbar disse claramente: “Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas – a família, a propriedade privada, e o estado.”[5] Feministas buscam subverter a família tradicional, e no seu lugar almejam uma instituição social radicalmente diferente que é moldada segundo o dogma feminista.


Quando consideramos a natureza radical do feminismo e da sua agenda para subverter a família que é estruturada segundo o modelo bíblico, seria sábio parar um pouco e refletir o quão bem sucedidas feministas tem sido em remodelar a família de acordo com o seu próprio desígnio. O fato é que na sociedade Ocidental o feminismo tem sido enormemente bem sucedido em destruir a família tradicional. A feminização da família já foi estabelecida! Por “feminização da família” queremos dizer o moldar da família de acordo com as crenças e objetivos do feminismo. Essa feminização ocorreu nos últimos trinta anos e com pouca oposição dos homens. Os homens sumiram amedrontados com as acusações feministas de sexismo, repressão, tirania e exploração, como um covarde fugiria diante de acusações de determinado inimigo em campo de batalha. Nada parece ter aterrorizado tanto os homens do que encaradas e palavras iradas de feministas.


Agora, quando dizemos que a feminização da família já foi estabelecida, não queremos dizer que as feministas alcançaram totalmente seus objetivos em relação à família. Queremos dizer, no entanto, que uma revolução na vida da família por influência feminista e de acordo com a ideologia feminista já foi estabelecida na sociedade ocidental. Hoje, a instituição social da família está mais alinhada com a visão de Betty Friedan do que com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Isso representa um triunfo (pelo menos parcial) da visão radical feminista de revolução social.

A feminização da família é observada em pelo menos seis áreas:

A “demonização” feminista do casamento fez do divórcio algo “socialmente e psicologicamente aceitável, através da ideia de que é uma possível solução para uma instituição defeituosa e já em seu leito de morte.”[6] O ensinamento bíblico que casamento é uma instituição divina e pactual que une homem e mulher para o resto da vida através de um voto sagrado (Gen. 2:18-24; Mat. 19:3-9) foi repudiado pela sociedade moderna. O conceito bíblico foi substituído pela noção de que casamento é uma mera instituição humana, e por isso imperfeita, e que o divórcio é uma forma aceitável de lidar com qualquer problema associado ao casamento.

2. A liderança masculina na família foi substituída por uma organização “igualitária” onde marido e esposa “compartilham” as responsabilidades da liderança na família.

A ideia bíblica de que o homem é o cabeça da família (1 Cor. 11:3-12; Ef. 5:22-23) e senhor do seu lar (1 Pe. 3:5-6) é considerada por feministas algo tirânico e bárbaro, um vestígio do homem primitivo e sua habilidade de dominar fisicamente sua parceira. Nos nossos dias, a esmagadora maioria de ambos homens e mulheres zombam da noção de que a esposa deve se submeter à autoridade do marido.

3. O homem como provedor foi rejeitado, e introduzido um novo modelo de responsabilidade econômica compartilhada.

A visão da nossa era é que o homem não é mais responsável do que a mulher por prover as necessidades financeiras da família. Feministas creem que o ensinamento bíblico que o homem é o provedor da família (1 Tim. 5:9) é parte de uma conspiração masculina para manter as mulheres sob seu domínio por fazerem delas economicamente dependentes dos homens.

4. A mulher como uma dona do lar de tempo integral é zombada, e a mulher que trabalha fora buscando realização e independência é agora a norma cultural.

O mandamento bíblico para que a mulher seja “dona do lar” (Tito 2:4-5) ou é desconhecido ou ignorado. Pessoas com a mentalidade feminista consideram algo indigno que uma mulher fique em casa e limite suas atividades à esfera do lar e da família. Uma carreira profissional é considerada mais conveniente e significante para as esposas e mães de hoje.


5. A norma bíblica da mulher como cuidadora de suas crianças foi substituída pelo ideal feminista de uma mãe que trabalha fora e deixa seus filhos na creche para que ela possa cuidar de outros assuntos importantes.

A responsabilidade da maternidade é vista em termos muito diferentes do que no passado. O chamado bíblico para a mãe de estar com suas crianças, amá-las, treiná-las, ensiná-las, e protegê-las (1 Tim. 2:15; 5:14) é rejeitado pela visão feminista de uma mulher que foi libertada de tais limitações sobre sua individualidade e realização própria.


6. A ideia de que uma família grande é uma “bênção” é rejeitada por uma noção de que uma família pequena de um ou dois filhos (e para alguns, nenhum filho) é muito melhor.

O conceito de “planejamento familiar” objetivando reduzir o número de crianças num lar é defendido por quase todos. O ensino bíblico de que uma família grande é sinal de bênçãos e da soberania de Deus (Salmo 127; 128) é ignorado por famílias modernas, até mesmo aquelas proclamando serem cristãs. A visão feminista que nós determinamos o número de crianças que nós teremos, e que nós somos soberanos sobre esse assunto é agora aceito sem questionamento. E é claro, essa suposta soberania humana sobre a vida e o nascimento leva a justificação do aborto, que é o maior controle de natalidade de todos.

Sim, a feminização da família foi estabelecida no Ocidente! O conceito cristão de família foi substituído pela ideia feminista de família: divórcio fácil substituiu a visão pactual do casamento; igualitarismo substituiu a liderança masculina; o homem e a mulher como provedores em parceria substituiu o homem como provedor; a esposa e mãe que trabalha fora do lar substituiu a mulher como dona do lar; a mãe como uma empregada profissional substituiu a mãe como cuidadora de suas crianças; “planejamento familiar” e “controle de natalidade” substituíram a grande família.

Dois fatores contribuíram significantemente para o sucesso do feminismo na subversão da estrutura e prática familiar que é baseada na Bíblia.

O primeiro fator é a covardia dos homens; sim, até mesmo homens cristãos. Até certo ponto é compreensível (mesmo assim vergonhoso) que homens não-cristãos se acovardassem diante das feministas e seus ataques contra eles e a família tradicional. Mas que homens cristãos, que tem a Palavra de Deus, igualmente tenham se rendido é realmente lamentável. Deus chamou homens para defenderam a Sua verdade no mundo e viverem Seus preceitos. Mas um olhar para o lar evangélico cristão mediano revelará que até mesmos eles foram largamente feminizados. Feministas radicais e anticristãs transformaram nossos lares, e os homens cristãos quase não objetaram contra isso, nem disputaram por esse santo território, que é o padrão familiar bíblico. E ainda, maridos e pais cristãos também demonstraram covardia ao serem incapazes de liderar e assumir a responsabilidade que Deus os entregou. Eles estiveram mais que dispostos a abrir mão da carga total de liderança e provisão para suas famílias; eles estiveram mais que alegres de compartilhar (ou despejar) essas cargas com (ou sobre) suas esposas. A família foi feminizada porque homens cristãos abandonaram seus postos.

O segundo fator é o silêncio e a passividade da igreja. A feminização da família ocorreu em boa parte porque a igreja na maior parte do tempo esteve em silêncio sobre a questão. A igreja não resistiu os ataques feministas com a espada da Palavra de Deus. Ao invés disso, e vergonhosamente, a igreja abandonou seu posto diante da investida feminista, e na verdade até absorveu várias ideias feministas. A igreja vem sendo cúmplice ao ensinar coisas como um casamento igualitário, “planejamento familiar”, e por apoiar a ideia de mulheres profissionais e mães trabalhando fora. Muito da culpa deve ser depositada aos pés de pastores e anciãos que ou foram enganados ou se acovardaram de pregar ou se posicionar pela verdade concernente à família como Deus a revelou na Sua Santa Palavra. Feministas tem sido bem sucedidas em alterar a família porque a igreja falhou em viver e ensinar a doutrina bíblica positiva sobre a família e não expôs, denunciou, e respondeu as mentiras das feministas.


Qual deve ser a nossa resposta como cristãos diante da feminização da família?Nossa resposta começa com o reconhecimento de que isso aconteceu. Negar o fato não nos fará bem algum. Então, devemos assumir a tarefa de “desfeminização” da família e da “re-Cristianização” da família. Essa tarefa é o dever de cada família cristã individualmente; mas é principalmente o dever de maridos e pais cristãos que foram escolhidos por Deus como líderes de seu lar. Homens devem liderar através de preceitos e exemplos na erradicação de todos os aspectos da influência feminista da vida e estrutura de suas famílias, e a restaurar segundo o padrão bíblico. Homens devem ser homens e tomar sobre si a carga total da responsabilidade confiada a eles por Deus. Homens devem parar de se intimidar com a retórica feminista e devem promover a ordem de Deus em suas famílias sem receio.

A tarefa de reconstrução da família de acordo com a Palavra de Deus também faz necessário que a igreja ensine fielmente o que a Bíblia diz sobre a família, e em muitos casos, a alterarem a estrutura de suas igrejas e ministérios (que também foram feminizados) para fortalecerem a família em vez de miná-la. Faz-se necessário que pastores e anciãos respeitam a instituição pactual da família, e parem de entregar o senhorio de suas famílias, e parem de perseguir aqueles homens que buscam uma “desfeminização” das suas próprias famílias. Faz-se necessário que pastores e anciãos sejam um exemplo para o rebanho na “desfeminização” das suas próprias famílias. E faz-se necessário que professores e pregadores com a coragem e a convicção de João Knox e João Calvino exponham as mentiras venenosas do dogma feminista e declararem e defendam o padrão bíblico para a família desde o púlpito.

William O. Einwechter

Fonte: Monergismo

Tradução: Isaac Barcellos


Notas:
1. Citado por Michael Levin em Feminism and Freedom [Feminismo e Liberdade] (New Brunswick, 1988), p. 19.
2. Idem.
3. Idem.
4. Nicholas Davidson, “Prefácio”, em Gender Sanity [Sanidade de Gênero], ed. Nicholas Davidson (New York, 1989), p. vi.
5. Citado por Rita Kramer em “The Establishment of Feminism” [Estabelecendo o Feminismo], em Gender Sanity [Sanidade de Gênero], p. 12 (ênfase acrescentada).
6. Levin, Feminism and Freedom [Feminismo e Liberdade], p. 277.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Dupla Condição Humana-Gálatas 4: 1 – 11


INTRODUÇÃO:
No texto em apreço o apóstolo faz mostra a diferença entre a condição do homem debaixo da lei (vs. 1-3) e a sua condição em Cristo (vs. 4-7) e fundamentando nesse contraste uma exortação quanto à vida cristã (vs. 8-11). Vejamos:

1.      A Condição do Homem Debaixo da Lei (vs. 3-4)

Como um herdeiro durante a sua infância, embora tudo seja seu por direito, ele é tratado como um servo.

“Está sob tutores e curadores” = sujeito aos guardiões e administradores, eles lhes dão ordens, orientam-no e o disciplinam. Está sob restrições. “Até ao tempo determinado pelo pai”.

“Assim, também nós” = ou seja, estávamos escravizados. Mas, que escravidão era essa?

A escravidão da lei, pois a lei foi o nosso aio (Gl. 3: 24) fomos resgatados da lei (vs. 5), aqui a lei é igualada aos “rudimentos do mundo” (vs. 3), e no versículo 9, esses “rudimentos” são chamados de “fracos e pobres”.
“Fracos” – Pois a lei não tem força para nos remir;
“Pobres” – Porque não tem riqueza com que nos abençoar.

“Rudimentos do mundo” - Princípios elementares do mundo, diz Paulo que estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo (vs. 3), e no versículo 8, que servíamos a deuses falsos. Ao analisar os dois versículos, compreendemos que o “deus deste século” (I Co. 4: 4) faz uso da lei de maneira distorcida a fim de escravizar homens e mulheres.

O propósito da lei é revelar o pecado e levar o homem a Cristo; Satanás usa para mostrar o pecado e levar o homem a escravidão.

2.      O Que Deus Fez Mediante Jesus Cristo (vs. 4-7).

A escravidão do homem sob a lei continuou por cerca de 1300 anos, foi uma minoridade longa e árdua.

“Vindo, porém, a plenitude do tempo” Motivos pelos quais a vinda de Jesus Cristo é chamada de plenitude dos tempos:

a)      Roma conquistou mundo, as estradas romanas foram abertas;
b)      A língua e cultura gregas trouxeram certa coesão à sociedade;
c)      Os deuses mitológicos tinham perdido influência sobre o povo;
d)      A Lei de Moisés tinha acabado a sua obra de preparar as pessoas para a vinda de Cristo.

Quando chegou a plenitude, Deus fez duas coisas:

Primeiro: “Deus Enviou o Seu Filho” (vs. 4)Ele nasceu debaixo da lei, ou seja, de uma mãe judia, na nação judia, sujeito a lei judaica. Submeteu-se a todas as exigências da lei.
 Para nos “resgatar e adotar” (vs. 5) – resgatar da escravidão e nos transformar em filhos.

Segundo: “Deus Enviou o Seu Espírito” (vs. 6) – então, recebemos o Espírito que nos conduz a oração filial, chamamos Deus de “Aba Pai” – é um diminutivo aramaico de pai, expressão de intimidade e carinho, pode significar: “Paizinho querido”.

Versículo 7, “Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro”. Essa mudança de condição é proporcionada por Deus. Não é por nossos próprios méritos, nem através do nosso próprio esforço, foi Deus quem enviou seu Filho para morrer por nós e enviou o seu Espírito para viver em nós.

3.      Uma Exortação do Apóstolo Paulo (vs. 8-11).

Versículos 8, 9 = “Antes, quando vocês não conheciam a Deus, eram escravos daqueles que, por natureza, não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez”? 

O argumento do apóstolo é o seguinte: se vocês eram escravos e agora são filhos, se não conheciam a Deus, mas vieram a conhecê-lo e são conhecidos por Ele, como podem retornar a antiga escravidão? Como podem deixar-se escravizar pelos deuses falsos, submetendo-se aos rudimentos deste mundo dos quais Jesus Cristo os resgatou?
Versículo 10 = “Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos!

A fé dos gálatas havia se transformado em mero formalismo exterior. Já não era mais a livre e alegre comunhão com o Pai, tornou-se uma enfadonha rotina de regras e regulamentos.
Por isso, Paulo acrescenta com tristeza: “Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis” (vs. 11). Ele teme que todo tempo que gastou e o trabalho que teve com eles tenha sido desperdiçado.


CONCLUSÃO:

1.      A situação do homem sem Deus é de escravidão, pois, o mesmo está debaixo da lei.

Jesus Cristo é a solução para a cadeia espiritual vivida pelo pecador, pois, foi o Senhor Jesus quem cumpriu todos os aspectos da lei para nos resgatar e salvar, na Cruz do Calvário Ele nos garante a liberdade: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões,e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Cl. 2: 13, 14). 

2.      A vida cristã é de liberdade, não de escravidão.

Claro, pertencemos Cristo e gostamos de servir aquele a quem pertencemos. Mas, esse tipo de serviço é livre. A vida cristã não é uma escravidão a lei, como se nossa salvação estivesse numa balança e dependesse  de nossa obediência inerrante e servil a lei. Na verdade, a nossa salvação repousa na obra que Jesus cristo realizou na Cruz, no fato dele ter assumido o nosso pecado, fazendo-se na sua morte maldição em nosso lugar. Precisamos sempre nos lembrar destas verdades, e jamais voltarmos os rudimentos escravizantes do mundo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Contraste entre o Justo e o Ímpio

O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais.
O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo.

Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. 


O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado.

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. 


A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido.

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. 


Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.




Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de abril de 2012

As Funções da Lei e os Privilégios da Graça Gl. 3: 23 – 29

INTRODUÇÃO
            Os capítulos 13 e 14 de Atos nos informam que Paulo e Barnabé evangelizaram a Região Sul da Província da Galácia, indo inicialmente as Sinagogas, onde pregaram a judeus e gentios tementes a Deus.

            Porém, os judeus fizeram oposição, e os pregadores voltaram-se para os gentios, onde conseguiram vários adeptos.

            Entretanto, após Paulo e Barnabé saírem de cena, chegou naquela região alguns judaizantes ensinando uma salvação mediante a observância da lei, e, infelizmente muitos dos gálatas assimilaram esse ensino herético.

            Sendo sabedor disso, o apóstolo Paulo fica indignado e escreve esta carta mostrando que a justificação é somente pela fé e que a salvação é pela GRAÇA e não por intermédio das obras, por isso, ele exorta os gálatas: “ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl. 1:8).

            Portanto, diante do dilema entre LEI e GRAÇA vivido pelos gálatas, no texto em apreciação, o apóstolo busca dirimir as dúvidas desses irmãos descrevendo o que éramos sob a LEI e o que somos sob a GRAÇA de Cristo.


1ª Função da Lei: Aprisionar (vs. 23).
            No original o verbo “encerrar” traz como significado “impedir” ou “engaiolar”, assim, esta palavra enfatiza que a Lei e os mandamentos cerimoniais nos mantinham em prisão, confinados, para que não pudéssemos escapar. Tradução da BLH é a seguinte: “A Lei nos guardou como prisioneiros”.

2ª Função da Lei: Castigar (vs. 24a).
            “... a lei nos serviu de aio...” era geralmente um escravo, que cumpria a função de tutor, tinha ele a obrigação de conduzir a criança ou o jovem à escola e supervisionar a sua conduta de modo geral, o aio não era o professor da criança, mas aquele que a disciplinava e a castigava.

            Com essa metáfora, Paulo estava a nos dizer que, a lei expressa a vontade de Deus para o seu povo. Considerando que todos nós desobedecemos, caímos sob sua justa condenação, por natureza e prática estamos “debaixo de maldição” (vs. 10).

            Como um carcereiro ela nos lançou na prisão; como um aio ele nos repreende e castiga pelas nossas más ações.

3ª Função da Lei: Conduzir (vs. 24b).
            “... para nos conduzir a Cristo...” graças a Deus, que nunca pretendeu que essa opressão fosse permanente. Ele deu a lei na Sua graça a fim de tornar a promessa mais desejável.

            A obra opressora da lei foi temporária e tinha a intenção especial, não de ferir, mas de abençoar. Seu propósito era nos prender até que Cristo nos libertasse, ou colocar-nos sob tutores até que Cristo nos fizesse seus filhos.

            A lei nos conduziu a Cristo, pois apenas Ele pôde nos libertar da prisão em que a maldição da lei nos colocou, pois ele foi feito maldição em nosso lugar.

Vs. 25 = “Mas, tendo vindo à fé, já não permanecemos subordinados ao aio”.
            A frase adversativa de Paulo, “mas”, salienta que o que somos é totalmente diferente do que éramos. Não estamos mais debaixo da lei, agora estamos em Cristo, unidos a Ele pela fé, e fomos por isso aceitos por Deus por amor a Cristo, apesar da nossa deplorável transgressão.

            Paulo mostra-nos: OS PRIVILÉGIOS DA GRAÇA

1º Privilégio: Somos Filhos de Deus (vs. 26).
            Esta filiação de Deus é “em Cristo”. A doutrina de Deus como um pai universal não foi ensinada por Cristo nem pelos seus apóstolos.

Deus é o Criador universal, dando existência a todas as coisas; é o Rei universal, governando e mantendo tudo o que fez. Mas, Ele é o pai apenas do nosso Senhor Jesus Cristo e daqueles a quem Ele adota em sua família através de Cristo (João 1:12).  

2º Privilégio: Somos Todos Um (vs. 28).
a)      Porque não há distinção de raça = “não pode haver nem judeu nem grego”, quando Cristo veio cumpriu-se a promessa divina de que na semente de Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas. Isso inclui todas as nações de todas as raças, cor e línguas.

b)      Porque não há distinção de categoria = “nem escravo nem liberto”, a história da humanidade mostra-nos que as circunstâncias de nascimento, riqueza, privilégio e educação dividiram os homens e as mulheres. Mas, em Cristo o esnobismo é coisa proibida e a diferença de classes torna-se inútil.

c)      Porque não há distinção de sexo = “nem homem nem mulher”, as mulheres eram quase sempre desprezadas no mundo antigo, até mesmo no judaísmo, e muitas vezes exploradas e maltratadas. Mas, em Cristo o homem e a mulher são iguais. Iguais em necessidade de salvação, iguais em incapacidade de consegui-la ou merecê-la e iguais no fato de que Deus no-la oferece livremente em Cristo.

3º Privilégio: Somos Semente de Abrão (vs. 29).
            Em Cristo também pertencemos a Abraão. Assumimos o nosso lugar na nobre sucessão histórica da fé, cujos notáveis representantes encontram-se relacionados em Hebreus 11.

            Já não nos sentimos mais perdidos ou desgarrados, sem nenhum significado na história, ou como pedacinhos de destroços sem valor à deriva sobre as ondas do tempo. Pelo contrário, encontramos nosso lugar no desenrolar do propósito divino.

            Somos a descendência espiritual de nosso pai Abraão, pois em Cristo nos tornamos herdeiros da promessa que Deus lhe fez.

CONCLUSÃO

            Sendo assim, eu lhe questiono nesta noite: você está debaixo da Lei ou da Graça?
No texto exposto, o apóstolo pintou um contraste vívido entre aqueles que estão “sob a lei” e aqueles que estão “em Cristo”; e todas as pessoas pertencem a uma ou a outra categoria.

            Se estivermos “sob a lei”, a nossa religião é uma servidão, não tendo conhecimento do perdão, continuamos ainda sob custódia, como prisioneiros ou filhos sob tutela.

            Mas, se estamos “em Cristo”, somos libertos. A nossa religião se caracteriza pela promessa e não pela lei. Sabemos que estamos relacionados com Deus, com todos os outros filhos de Deus no espaço, no tempo e na eternidade.


             




quinta-feira, 29 de março de 2012

Qual a Relação entre a Lei e o Evangelho GÁLATAS 3: 15 – 22

INTRODUÇÃO:

Qual a relação entre a Lei e o Evangelho? Existe alguma ligação entre personagens do Antigo Testamento e Jesus Cristo? Qual o propósito da Lei de Deus?

São questionamentos que vamos responder observando o texto em apreço.

ELUCIDAÇÃO:

A forma como Paulo demonstra o projeto da salvação pela graça tem base no Antigo Testamento. Com o objetivo de compreendermos o seu raciocínio é necessário observar tanto a história quanto a teologia que se encontram por trás do seu argumento.

O Argumento Histórico

Quando Deus chamou Abraão lhe prometeu que a sua descendência seria numerosa, disse-lhe ainda que ele e seus descendentes seriam herdeiros de uma terra. Estas promessas feitas a Abraão, Deus as confirmou para o seu filho Isaque, e depois para seu neto Jacó. Porém, Jacó morreu fora da terra prometida, no Egito. Os doze filhos de Jacó morreram no exílio.

O versículo 17 fala de um período de 430 anos, o qual corresponde ao espaço de tempo entre Abraão e Moisés, mas também a escravidão no Egito.

Então, séculos mais tarde, Deus levantou Moisés, e através deste libertou os israelitas da escravidão e deu-lhe a Lei no Monte Sinai. Percebam a ligação entre Abraão e Moisés.

O Argumento Teológico

A forma como Deus trabalhava com Abraão e Moisés fundamentava-se em dois princípios distintos.

A Abraão Deus deu uma promessa. A Moisés concedeu uma Lei, resumida nos dez mandamentos.
A promessa apresenta: o plano de Deus, a graça de Deus e a iniciativa de Deus. Mas a Lei apresenta: o dever do homem, as obras do homem e a responsabilidade do homem. A promessa apenas precisava da fé. Mas, a Lei exigia obediência.
A conclusão a qual Paulo chega é que a fé cristã é a fé de Abraão, e não a de Moisés; da promessa e não da lei.

Contudo, não podemos colocar um contra o outro, Abraão e Moisés, a promessa e a lei. Como Deus é o Criador e Autor de ambas, Ele teve um bom propósito para ambas. Qual é então a relação existente entre a promessa e a lei?

1.      A Lei Não Anula a Promessa de Deus (vs. 15 – 18).

No Versículo 15, Paulo destaca que os desejos e as promessas expressos num testamento são inalteráveis. Certamente, o Apóstolo está se referindo a antiga lei grega, através da qual um testamento, uma vez confirmado, não podia ser revogado nem modificado.

Então, se um testamento humano não pode ser ignorado nem modificado, muito menos as promessas de Deus, que são imutáveis (vs. 17).

A que promessa divina o apóstolo está se referindo? A promessa que o Poderoso Deus fez a Abraão, de que a sua descendência seria numerosa e que herdaria a terra.

Portanto, Paulo compreende que a terra que fora prometida e a semente numerosa, eram em ultima análise espirituais, também com base no que disse Jesus: “E não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Mt. 3: 9).

No versículo 16, O Apóstolo argumenta que o objetivo de Deus não era somente dar a terra de Canaã aos judeus, mas sim dar a salvação aos crentes que estão em Cristo. A expressão singular “semente” refere-se a Cristo e a todos que estão em Cristo pela fé.

Era essa a promessa de Deus, livre e incondicional, não havia obras a realizar, nem leis a obedecer, nem méritos a estabelecer, Deus simplesmente disse: “Eu lhe darei uma semente. A sua semente eu lhe darei a terra, e em sua semente todas as famílias da terra serão abençoadas”.

Conforme o versículo 18, Paulo está contradizendo os judaizantes, pois ele afirma que, se a herança provém de lei, anulamos a promessa graciosa de Deus. “Mas, foi pela promessa que Deus concedeu gratuitamente a Abraão”.  Perceba os termos: “concedeu gratuitamente”, a palavra original “kecharistai” enfatiza as duas coisas, que é um presente da graça e que foi concedido para sempre (tempo perfeito). Deus não volta atrás em sua promessa.

Sendo assim, qualquer pessoa que coloca sua confiança em Jesus Cristo crucificado para salvação, recebe pela graça, a vida eterna, herdando a promessa que Deus fez a Abraão.

PROPOSIÇÃO: Qual é então a relação existente entre a promessa e a lei?

2.      A Lei Ilumina a Promessa de Deus e a Torna Indispensável (vs. 19 – 22).
Paulo explica a verdadeira função da lei de Deus em relação à promessa, através de duas perguntas retóricas:

Primeira pergunta: Qual é a razão de ser da lei? (vs. 19 e 20) = É provável que esta era a pergunta dos judaizantes, acusando Paulo de excluir Moisés e a Lei.
Mas, o apóstolo tinha sua resposta preparada: “Foi adicionada por causa das transgressões” (vs. 19). A função da lei não era conceder salvação, mas conscientizar o homem da necessidade desta. Pois, Paulo diz em Romanos: “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”, e, “ eu não teria conhecido pecado se não por intermédio da lei” (Rm. 3:20; 7: 7).

Quando o pecador é confrontado com a lei de Deus, ele percebe que está perdido, e que precisa de um salvador. Então, vejamos o complemento do versículo 19: “até que viesse o descendente a quem se fez a promessa”. A lei olhava para Cristo, a semente de Abraão, como a pessoa através de quem a transgressão seria perdoada.

No final do versículo 19 e verso 20, o apóstolo está argumentando sobre a superioridade da aliança que Deus fez com Abraão em comparação a Aliança com Israel no Monte Sinai.
Pois, Moisés foi mediador entre Deus e Israel quando Deus estabeleceu a sua aliança com Israel no Monte Sinai. A promessa dada a Abraão não precisou de mediador, por isso, é superior a aliança do Sinai.

Segunda Pergunta: É, porventura, a lei contrária as promessas de Deus? (vs. 21, 22). Parece-nos que esta era a pergunta de Paulo aos judaizantes. Ele está os acusando de fazer a lei contradizer o evangelho, as promessas de Deus.

O ensino judaizante era: “guarde a lei e você terá vida”, o problema é que ninguém guardou integralmente a lei de Deus, se alguém conseguisse guardar, então a salvação seria mediante a obediência da lei, é isso que Paulo argumenta no versículo 21 b.

Sendo assim, como é possível estabelecer uma conexão entre a lei e a promessa? Observando que os homens herdam a promessa porque não conseguem guardar a lei, e, essa incapacidade torna a promessa desejável e indispensável.

“Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que creem” (vs. 22).

CONCLUSÃO:

 Qual a relação entre a Lei e o Evangelho? Existe alguma ligação entre personagens do Antigo Testamento e Jesus Cristo? Qual o propósito da Lei de Deus?

Então, no texto que analisamos percebemos que a relação entre lei e evangelho (prefigurado na promessa do descendente) é real e intrínseca. Observamos essas verdades nos personagens que foram citados pelo apóstolo Paulo, indicando assim, que a Bíblia não é um emaranhado de ideias perdidas e desconexas, a Bíblia é uma unidade harmoniosa que mostra o plano soberano da graça de Deus através de Jesus Cristo.

Entendemos ainda, que a Lei de Deus, mostra o quanto somos pecadores e desobedientes, e portanto, necessitamos urgentemente de um salvador, que é Jesus Cristo, a semente de Abraão, que assumiu o nosso pecado na cruz e trouxe-nos salvação.