terça-feira, 15 de julho de 2014

Salvação, Requisitos e Consequências - Atos 2: 37 – 41

INTRODUÇÃO:

Como posso ser salvo? O que fazer para ser salvo? É possível ao ser humano desfrutar da salvação?

Acredito que em algum momento de sua vida você já fez estas perguntas. De maneira consciente ou não, a salvação é uma das maiores preocupações do ser humano, pois, a mesma trata sobre a eternidade, o porvir, o além morte.

Na mensagem de hoje vamos refletir sobre as exigências e consequências para que alguém possa desfrutar da salvação eterna.

EXPOSIÇÃO:

No sermão anterior, vimos o apóstolo Pedro explicando o que aconteceu no Pentecoste e aproveitando a ocasião oportuna para pregar o evangelho (Cristo Crucificado) para os judeus.

Agora, o texto bíblico descreve a reação da multidão ao sermão de Pedro, juntamente com a resposta dele.

No versículo 37, diz que “Compungiu-se-lhes o coração” – significa: convicção de pecado, consciência pesada. Os ouvintes queriam saber o que fazer.

Pedro respondeu que eles precisavam se arrepender e se submeter ao batismo em nome de Jesus (vs. 38). O que Pedro estabelece como exigência é humilhante para um judeu, mesmo porque, eles acreditavam que apenas os gentios convertidos é que precisavam se submeter ao batismo.

A acomodação ao Batismo em nome de Cristo seria demonstração de arrependimento, pois eles tinham rejeitado a Jesus Cristo e o acusado de blasfêmia.

Então, receberiam dois presentes de Deus: 1) O perdão dos pecados – até mesmo o pecado de rejeição a Cristo; 2) A dádiva do Espírito Santo – para regenerá-los e habitá-los.

Pois, a promessa de Deus não se limitava aos apóstolos e aos 120 irmãos que estavam com eles (vs. 39). Mas, a dádiva do Espírito Santo era para eles (judeus), seus filhos (geração subsequente), para os que estavam longe (judeus da dispersão), para quantos o Senhor nosso Deus chamar (gentios). Cada pessoa que é chamada por Deus através de Cristo recebe ambas a dádivas.

Lucas acrescenta que esse não é o fim do sermão de Pedro, pois ele “deu testemunho e exortou-os”. E a essência de sua exortação era: “salvai-vos desta geração perversa” (vs. 40).

Em outras palavras, não assimilem os ensinos pervertidos desta geração. Não se deixem influenciar por ela. Na verdade, teriam de mudar de comunidade, transferindo-se da que era velha e perversa para outra, que era nova e estava sendo salva (vs. 47).

A resposta ao apelo de Pedro é agora relatada. Grande número “aceitaram a palavra”  e em consequência foram batizadas, havendo um acréscimo “naquele dia de quase 3 mil pessoas” (vs.41).

De acordo com a promessa de Pedro, todos devem ter recebido o perdão e o Espírito, embora, sem sinais sobrenaturais. O texto não menciona nenhum fenômeno parecido com vento, fogo ou línguas.

LIÇÕES PRÁTICAS:

1.      A Salvação é Precedida Pela Pregação do Evangelho (Jesus Crucificado);

Em sua mensagem, Pedro concentrava-se na cruz e ressurreição de Cristo como acontecimentos históricos e salvífico.

2.      O Evangelho Exige o Abandono do Pecado e Amor a Cristo (Arrependimento e Fé);

Quando temos uma experiência de salvação com Cristo, nos arrependemos dos nossos pecados e desejamos fazer a vontade de Deus. Pois, uma nova vida exige novos padrões.

3.      O Abandono do Pecado e Amor a Cristo São Evidenciados Através do Batismo e Inserção na Comunidade Cristã.

A nova vida em Cristo é simbolizada e expressa pelo batismo. Nós não somos chamados para viver uma vida cristã isolada, individualista. Mas, compartilhada e coletiva. Em Cristo, somos transferidos para a sua comunidade.

CONCLUSÃO:

Quando experimentamos a conversão genuína a Jesus cristo, somos conduzidos ao arrependimento dos nossos pecados, depositamos fé no sacrifício purificador de Cristo. Somos batizados, externando o que aconteceu interiormente conosco e passamos a desfrutar da salvação. Esses são os requisitos e consequências da salvação.



A Mensagem da Igreja é Cristocêntrica - Atos 2: 14 – 36

INTRODUÇÃO:

Deus transforma aquilo que seria uma simples festa anual em um momento de revestimento espiritual para a Sua igreja e a leva para fora para testemunhar de Jesus.

É nesse contexto que encontramos a palavra de Pedro. No seu sermão, ele expõe o Senhor Jesus de forma bíblica e transformadora.
Deixa bem claro, que a igreja revestida de autoridade existe para proclamar o Cordeiro de Deus.

EXPOSIÇÃO:

Pedro explica o que aconteceu (vs. 1- 13), o fenômeno sobrenatural é o cumprimento da profecia de Joel (vs. 16). Ele substitui o “depois” de Joel por “nos últimos dias” a fim de enfatizar que, com a vinda do Espírito Santo, chegaram os últimos dias.

Os autores de Novo Testamento são unânimes na convicção de que Jesus inaugurou os últimos dias ou a era messiânica, e que a prova final disso foi o derramamento do Espírito Santo.

Então, na compreensão de Pedro o cumprimento da profecia de Joel é total. Toda a era messiânica, que se estende entre as duas vindas de Cristo, é a era do Espírito, na qual o seu ministério é abundante.

Pedro salienta a universalidade na dádiva do Espírito: “toda carne” – não significa todas as pessoas, à parte da prontidão em receber essa dádiva, mas todas as pessoas a parte de sua condição ou status (vs. 17, 18).
“E profetizarão” – segundo Lutero, “profecias, visões e sonhos são todos uma coisa só”. Uma dádiva universal (o Espírito) levará a um ministério universal (profecia).

Em sua essência, profecia é Deus falando e tornando-se conhecido através de sua Palavra. A expectativa do A.T era que nos dias da Nova Aliança, o conhecimento de Deus fosse universal e isso se cumpriu através de Cristo.
Nesse sentido, no povo de Deus, agora todos são profetas, assim como todos são sacerdotes e reis.

Pedro continua a citação de Joel (vs. 19, 20), é possível entender essas profecias como fenômenos da natureza que começaram já na sexta-feira santa: “Já era quase meio dia, e trevas cobriram toda a terra até às três horas da tarde; o sol deixara de brilhar. E o véu do santuário rasgou-se ao meio” (Lucas 23:44-45).

Enquanto isso, entre o dia de Pentecostes e o dia do Senhor, estende-se um longo dia de oportunidade, durante o qual o evangelho da salvação será pregado em todo mundo (vs. 21).

A PREGAÇÃO DE PEDRO É SOBRE CRISTO

1.      Jesus, Homem Aprovado Por Deus (vs. 22).

“Milagres, prodígios e sinais” - É incomum a conciliação dessas três expressões a respeito de um só homem. Milagres – dynameis: Jesus é a manifestação do poder de Deus. Prodígios – terata: Jesus é o assustador fenômeno de Deus. Sinais – semeia: em Jesus todas as profecias encontram resposta. O próprio Deus confirma que Jesus é o Cristo.

2.      A Responsabilidade do Homem e a Soberania de Deus na Morte de Jesus (vs. 23).

Assim, a morte de Jesus, é atribuído simultaneamente ao propósito de Deus e a iniquidade do homem. O propósito da salvação de Deus estava sendo cumprido.

3.      Jesus Ressuscitou Para Nunca Mais Morrer (vs. 24 – 32).

Foi Deus quem ressuscitou a Jesus, e Ele o fez “rompendo os grilhões da morte”. Os grilhões representam o intenso sofrimento da morte. Jesus levantou-se naquele sepulcro para nunca mais morrer.

Pedro confirma a verdade da ressurreição de Jesus, apelando para o Salmo 16: 8 – 11.

Nesse ponto, nossa vida e vitória se juntam a vida de Jesus. A segurança que temos, a esperança de vida eterna tudo se baseia na fé e esperança de Jesus nunca mais morrer

4.      A Exaltação de Jesus Cristo (vs. 33 – 36).

Agora, da ressurreição de Jesus, Pedro fala da sua exaltação a destra de Deus. Tendo recebido o Espírito prometido pelo Pai, Jesus derramou o seu Espírito dessa posição de suprema honra e absoluto poder.

Pedro aplica o salmo 110 a ascensão de Cristo (vs. 34), Davi, não subiu aos céus, também não foi poupado do deterioramento. Além disso, ele chamou de “meu Senhor” a pessoa sentada a destra de Deus.

A conclusão de Pedro é que todo o Israel deveria agora ter a certeza de que este Jesus, a quem tinham rejeitado e crucificado, Deus havia feito Senhor e Cristo.


APLICAÇÃO:

1.      Jesus Cristo é o Messias Salvador.
2.      Jesus Cristo Ressuscitou Para Nos Dar Vida Eterna.
3.      Jesus Cristo é o Tema Central da Nossa Mensagem.

CONCLUSÃO:

Devemos usar as oportunidades da nossa vida, à semelhança de Pedro, para testemunhar, seja em palavras ou ações, do nome acima de todo nome, Jesus Cristo nosso Senhor. É através de Jesus que o pecador é salvo!




segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pentecostes - Atos 2: 1 – 13


INTRODUÇÃO:

No dia 13 de agosto de 1727, um avivamento teve início entre os moravianos que moravam na Saxônia. A igreja reunida orava a Deus e pedia assim: “Senhor desejamos servir ao Cordeiro Jesus”.

A partir de então, os morávios se tornaram a igreja mais missionária depois da igreja primitiva. Enviaram milhares de missionários, em equipes, por todo mundo.

Dois jovens, morávios, desejando evangelizar as ilhas de São Tomé e Príncipe, na costa africana, não encontrando outra forma de entrar nessas ilhas que aglomeravam escravos que trabalhavam em minas, venderam a si mesmos para se tornarem escravos e pregarem o nome de Jesus ali.

ELUCIDAÇÃO:

O referido texto fala sobre o Dia de Pentecoste, originalmente era uma festa judaica para comemorar a ceifa, era também chamada de Festa da Colheita. Ela acontecia 50 dias após a Páscoa, dia em que se iniciava a colheita dos cereais.

Mas, no texto que lemos, o Pentecoste marca o derramamento do Espírito Santo sobre a igreja do Senhor, esse acontecimento é significativo: a) Significa o Ato Final do Ministério Salvador de Jesus Antes de Sua Segunda Vinda – O Senhor Jesus em cumprimento da promessa, envia seu Espírito para os fiéis para que constitua seu corpo e aperfeiçoe neles o que conquistou para eles. Nesse sentido, o Pentecoste não pode ser repetido.

b) Significa a Inauguração da Nova Era do Espírito – Agora todo povo de Deus pode beneficiar-se do ministério do Espírito Santo, somos testemunhas de Cristo, ainda que secundárias, a plenitude do Espírito é para nós.

O Capítulo que começamos a analisar possui três seções. 1. A Descrição do Evento do Pentecoste (vs. 1-13), 2. A Explicação do Evento dado por Pedro (vs. 4-41), 3. Os Efeitos Sobre a Vida da Igreja de Jerusalém (vs. 42-47).

EXPOSIÇÃO:

Conforme o versículo 1, “estavam todos reunidos no mesmo lugar”, acredito que os apóstolos e os 120 irmãos que compunham a congregação (At. 1: 15; 26).

De repente, ocorreu um grande fenômeno. O Espírito Santo desceu sobre eles. E sua vinda foi acompanhada por três sinais sobrenaturais: um som, uma visão e uma voz estranha (vs. 2 – 4).

O som não era vento, mas soava como vento; a visão não era fogo, mas lembrava o fogo; as línguas não eram as comuns (grego e aramaico), mas outras.

Na sequência do texto, Lucas não fala mais sobre os fenômenos como vento e fogo; Ele se concentra no terceiro, as línguas.

O relato bíblico enfatiza a natureza internacional da multidão que se reuniu. Versículo 5 – todos eram judeus, piedosos e estavam habitando em Jerusalém. Mas, eles não tinham nascido naquela cidade, vinham da dispersão e outros estavam ali por ocasião da festa.

“vindo de todas as nações” - refere-se ao mundo greco-romano” situado ao redor do Mediterrâneo, ou seja, em todas as nações em que haviam judeus (vs. 6 – 11).

Era uma multidão internacional que se reuniu em torno dos 120 crentes. “Como ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus” (vs. 11c), indagavam, “cada um na sua própria língua materna” (vs. 8) – aquele acontecimento foi uma habilidade sobrenatural para falar línguas reconhecíveis.

O texto mostra que o conteúdo falado por eles era sobre “as grandezas de Deus”, a multidão ficou tão admirada do que ouviu que ficou perplexa e a se perguntar: “que quer dizer isto?” (vs. 12). Outros, de maneira irônica diziam que eles estavam embriagados (vs. 13).

LIÇÕES PRÁTICAS PARA A IGREJA HOJE

1.      O Espírito Santo Reveste a Igreja de Cristo Para o Testemunho.

O Espírito Santo impulsionou a igreja a testemunhar, falando das “grandezas de Deus”.

2.      A Igreja Precisa Testemunhar de Cristo em Todo Lugar.

O primeiro testemunho da igreja foi transcultural, feito em línguas gentílicas para os judeus dispersos em países remotos, entre povos ainda não alcançados.

CONCLUSÃO:

Parece claro que, desde o inicio da vida da “igreja revestida”, Deus conduzia seu ministério a uma visão do Reino, a uma visão dos povos, a uma visão do testemunho como resultado de um avivamento, a visão dos confins.
Deus Prepara uma igreja missionária, que estejamos dispostos a sermos usados por Deus com este propósito, testemunhando do Senhor Jesus sempre!



As Exigências Bíblicas Para o Apostolado - Atos 1: 15 – 26

INTRODUÇÃO:

Depois de relatar a comissão do Senhor, sua Ascensão e as orações perseverantes dos discípulos, Lucas chama a atenção para apenas mais uma ação antes do Pentecostes, a eleição de um outro apóstolo para substituir Judas.

1.      A Necessidade de Eleger Um Apóstolo Se Dar Por Causa da Traição e Morte de Judas (vs. 18, 19).

Os versículos 18, 19 parecem não fazer parte da fala de Pedro, pois eles interrompem a sequência de seus pensamentos.

Assim, devemos entender esses dois versículos como parênteses editoriais, em que Lucas informa aos seus leitores sobre as circunstâncias da morte de Judas. Lucas é direto ao chamar a traição de Judas de um ato de iniquidade (vs. 18).

Com referência ao relato da morte de Judas, alguns céticos argumentam que existe contradição no relato de Lucas em comparação com o de Mateus.
Mateus escreve: “retirou-se e foi se enforcar”. Lucas diz: “precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram” (vs. 18).

Mas, é perfeitamente possível supor que, depois de se enforcar, seu corpo caiu, presumindo-se que a corda ou o galho se quebrou e seu corpo se dilacerou ao cair no chão.

2.      A Garantia Para Eleger Um Apóstolo é o Cumprimento das Escrituras (vs. 15 – 17)

A justificativa para substituir um apóstolo estava no Antigo Testamento. Essa era a convicção de Pedro (vs. 16).

Pedro cita dois salmos (Sl. 69: 25; Sl. 109: 8), o primeiro para explicar o que aconteceu ( a traição de Judas e a sua morte) e o segundo, para indicar o que eles deviam fazer (substituí-lo).

Em ambos os salmos, o escritor fala de homens maldosos e fraudulentos que, sem justificativa, odeiam, caluniam e atacam. Esses homens maus serão alvos do juízo do SENHOR.

Então, essas passagens são aplicadas ao traidor Judas, mostrando inclusive a necessidade de que o mesmo seja substituído.

3.      O Apóstolo Eleito Foi Matias (vs. 21 – 26).

A proposta de Pedro de que fosse escolhido outro apóstolo, lança luz ao entendimento do apostolado.

O Ministério Apostólico era ser testemunha da ressurreição de Cristo (vs. 22 b). Em atos 4: 33, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor.

Para ser qualificado como apostolo, era necessário ter presenciado a ressurreição de Jesus Cristo da qual tinham sido chamados para testemunhar. Era indispensável ter visto o Senhor ressurreto (vs. 21, 22).

A Escolha apostólica deveria ser feita pelo Senhor. Por isso, eles oram ao Senhor (vs. 24). Depois, “lançaram sortes” (vs. 26), um método usado no A. T para descobrir a vontade de Deus, mas que não foi usado mais após a vinda do Espírito Santo. Matias foi escolhido, sendo-lhe então votado lugar com os onze apóstolos.

APLICAÇÃO:

1.      A Bíblia é a Palavra de Deus, Por Isso Ela Não Se Contradiz.

2.      Levando Em Consideração As Exigências Bíblicas Para o Apostolado, Podemos Afirmar Categoricamente que Não Existem Apóstolos Hoje.

CONCUSÃO:

Meus irmãos, de acordo com o que ouvimos hoje, devemos valorizar o ensino e estudo da Bíblia, pois, ela é a Palavra de Deus, infalível e inerrante.
Através das Escritura, os falsos mestres são desmascarados. Então, esses apóstolos modernos estão no mínimo enganados, reivindicando para si um título que não lhes cabe.

Que Deus nos ajude para que sejamos uma igreja apegada aos princípios da Palavra de Deus e que sejamos bem práticos na vida cristã.



DOIS FATORES ESSENCIAIS PARA A ORAÇÃO VERDADEIRA - Atos 1: 12 – 14


INTRODUÇÃO:
Depois da Ascensão de Jesus, os discípulos voltaram para Jerusalém, pois, o Senhor havia prometido o derramamento do Espírito Santo em Jerusalém.

Antes do Pentecostes, Lucas relata como eles  preencheram os dez dias seguintes, antes do Pentecostes.

ELUCIDAÇÃO:

Enquanto aguardavam a promessa, eles permaneciam se ajuntando e orando a Deus pelo derramamento Espírito Santo (vs. 14).
Na sala onde se alojavam, era uma combinação saudável: louvor contínuo no Templo e oração continua em casa.

1.      Unidade - A Oração Unânime Dos Discípulos.

As pessoas que se reuniam para orar era uma congregação de cerca de 120 pessoas (vs. 15). Nesse grupo, os apóstolos estavam incluídos (vs. 13).
Além dos onze apóstolos, são mencionadas as mulheres (vs. 14), referindo-se a Maria Madalena, Joana (cujo marido cuidava da manutenção do palácio de Herodes) e Susana. Esse é o trio de mulheres que Lucas menciona no seu evangelho as quais lhes prestavam assistência (a Jesus) com os seus bens.
A seguir, em destaque, Lucas apresenta Maria, mãe de Jesus, cujo papel singular no nascimento de Jesus ele descreveu nos dois primeiros capítulos do seu evangelho, juntamente com os irmãos dele (vs. 14). Que, agora estão alistados entre os crentes.

Todos esses eram “unânimes” em oração – traz a ideia de união e concordância quanto ao proposito pelo qual estavam orando.

2.      Perseverança - A Oração Perseverante Dos Discípulos.

Perseverante – significa estar ocupado ou ser persistente em toda atividade. Lucas emprega o termo mais tarde em relação aos novos convertidos que perseveravam na doutrina dos apóstolos.
Antes, o Senhor Jesus já havia ensinado seus discípulos a serem perseverantes na oração. Vamos observar o texto: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á”. (Mateus 7:7-8).

CONCLUSÃO:

A base dessa união e perseverança na oração é o mandamento e a promessa de Jesus. Ele Prometeu que logo lhes enviaria o Espírito.
Aprendemos que as promessas de Deus tornam importante a oração, pois, somente as promessas de Deus que nos dão a garantia para orarmos e a confiança de que ele nos ouvirá e responderá.


A RELAÇÃO ENTRE O REINO DE DEUS E O ESPÍRITO SANTO - Atos 1: 6 – 8


ELUCIDAÇÃO:
                                       
Na primeira seção desse capítulo, Lucas escreve dois versículos introdutórios (vs. 1, 2) que são históricos. Depois ele se refere ao período de 40 dias no qual Jesus aparece aos seus discípulos e durante o qual os instrui sobre o Reino de Deus e ordena que eles esperem em Jerusalém pela dádiva do Espirito Santo (vs. 3-5).

Então, devemos entender que os dois principais assuntos desenvolvidos por Jesus entre a sua ressurreição e ascensão foram o Reino de Deus e o Espírito de Deus. No texto em apreço, vamos tratar sobre: A RELAÇÃO ENTRE O REINO DE DEUS E O ESPÍRITO SANTO

EXPOSIÇÃO:  
                                  
Durante o ministério terreno de Jesus, o Mestre já havia falado sobre o Reino de Deus. No curto período em que passa com os apóstolos depois da ressurreição (40 dias), Jesus os instrui sobre o Reino de Deus, e o mais impressionante é que os discípulos não havia compreendido corretamente o ensino de Jesus.

Chegamos a essa compreensão por causa da pergunta dos apóstolos no versículo 6: “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?”.

A pergunta dos discípulos mostra que eles estavam esperando um Reino Político, Nacional e Temporal.

Com a resposta oferecida, Jesus corrigiu essas noções falsas da natureza, extensão e chagada do Reino.

Inicialmente, eles indagaram Jesus quanto a restauração de Israel neste tempo. Em sua resposta, Jesus não responde a questão da restauração, mas do tempo, Ele lhes respondeu: "Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade” (vs. 7).

Os apóstolos revelam sua curiosidade acerca do futuro. Mas o futuro pertence a Deus, não a eles.

Deveriam ter se lembrado da observação bíblica (Dt. 29: 29) = “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei”.

Ainda na resposta de Jesus, o Mestre voltou ao assunto do Espirito Santo: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (vs. 8).

Percebam que Jesus amplia os horizontes dos Apóstolos, Ele prometeu que o Espírito Santo lhes daria poder para serem suas testemunhas.

Começando em Jerusalém, a capital nacional, onde Jesus fora condenado e crucificado, o lugar de onde não deveriam sair até recebessem o Espírito.
Permaneceriam nas vizinhanças da Judéia. Mas, depois a missão cristã irradiaria partindo daquele centro de acordo com a profecia (Is. 2: 3), chagando na desprezada Samaria e, posteriormente, ultrapassando as fronteiras da Palestina, para os gentios, até aos confins da terra.

O livro de atos nos mostra o cumprimento desta profecia = Capítulos 1 – 7 (Jerusalém); Capítulo 8 (Judéia e Samaria); Do capítulo 9 em diante (Até os confins da terra).

APLICAÇÃO:

1.      Jesus Ensina Que Os Discípulos Devem Evitar Investigações Sobre Os Tempos Desconhecidos e As Épocas Futuras.

Precisamos confiar em Deus, Ele tem pleno controle do calendário dos acontecimentos mundiais e de nossa vida particularmente.

2.      O Poder do Espírito Santo é Fundamental Para o Estabelecimento do Reino de Deus.

O poder do Espírito é associado ao conceito de Reino. Mas, o poder no Reino de Deus é diferente do poder nos reinos humanos. O Reino de Deus é espiritual e é estabelecido na vida de seu povo através do seu Espírito.
O Reino é aumentado por testemunhas, através de uma mensagem de paz e não uma declaração de guerra. Vale salientar que os valores do Reino de Deus entram em conflito com os valores do mundo e possui implicações políticas e sociais.

3.      Somos Responsáveis Por Proclamar a Mensagem do Reino de Deus.
Nós, os seguidores de Jesus devemos anunciar o que ele realizou em sua primeira vinda e chamar o povo para arrepender-se dos seus pecados e crer no sacrifício de Cristo, preparando-se para sua segunda vinda.

CONCLUSÃO:


Que Deus nos conceda graça para vivermos como verdadeiros súditos do seu Reino e estejamos proclamando sua mensagem e vivendo seus princípios.

O Ministério Fundador dos apóstolos - Atos 1: 1- 5

ELUCIDAÇÃO:
Este livro foi escrito por Lucas, que também escreveu um dos evangelhos. Ambos os livros são dedicados a Teófilo – certamente uma pessoa que ocupava uma posição de destaque na época (talvez um alto oficial romeno), pois Lucas o chama de excelentíssimo (Lc. 3: 1), termo utilizado para fazer referência aos procuradores (At. 23: 26).
Existem evidências internas que nos levam a crer que este livro foi escrito antes da queda de Jerusalém (70 d. C), a) Lucas apresenta o governo romano benevolente para com o cristianismo, atitude que mudou a partir de 64 d. C.; b) o livro de Atos não menciona a morte de Paulo, que deve ter ocorrido por volta do ano 68 d. C.
Quanto ao propósito do livro, podemos afirmar que Lucas está preocupado com o significado da salvação na história, e não na história em si como meros fatos. Então, Lucas foi um teólogo da salvação. Escreve com o objetivo de apresentar Jesus como o Messias prometido, o qual é poderoso para salvar o pecador.
EXPOSIÇÃO:
Os Dois Estágios do Ministério de Jesus
Nos versículos iniciais (vs. 1, 2) o autor nos diz que os dois volumes de sua obra é sobre as origens do cristianismo. O contraste que ele apresenta entre os dois volumes não se dá entre Jesus e sua igreja, mas entre os dois estágios do ministério de Cristo.
No primeiro livro, Lucas relata todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi elevado as alturas.
Nesse segundo livro, ele escreve sobre aquilo que Jesus continuou a fazer e ensinar após sua ascensão, especialmente por intermédio dos apóstolos.
Assim o ministério de Jesus na terra, exercido de forma pessoal e pública, foi seguido por seu ministério celestial, exercido através do Espírito Santo por intermédio dos seus apóstol
1)      Jesus Escolheu Seus Apóstolos (vs. 2)
Os apóstolos não se autonomearam, nem foram apontados por um ser humano, um comitê, um sínodo, mas foram escolhidos de forma direta e pessoal, por Jesus Cristo (Lc. 6: 13).
2)      Jesus Se Revelou Aos Seus Apóstolos (vs. 3)
As testemunhas da fundação precisavam ser testemunhas oculares (Lc. 1: 2). O sucessor de Judas precisava ser alguém que tivesse estado com os doze (At. 1: 21, 22). Assim, depois de ter padecido, o Senhor apareceu ressurreto àqueles homens (vs. 3).

3)      Jesus Enviou Seus Apóstolos.
Lucas revelou no final de seu evangelho que o Senhor Jesus os enviou (Lc. 24: 47), em Atos esse comissionamento é ratificado (At. 1: 8).
Assim, Jesus escolheu os seus apóstolos e apresentou-se a eles após a ressurreição, como preparação para que pudesse enviá-los para pregar e ensinar em seu nome.
4)      Jesus Prometeu o Espírito Santo Aos Apóstolos (vs. 4).
Agora, Jesus manda que esperem em Jerusalém até que recebam a dádiva prometida. Era a promessa de seu Pai através de profecias do Antigo Testamento (Joel 2: 28, 29; Is. 32: 15; Ez. 36: 27).
 "E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.
Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias”.
Joel 2:28-29;
“Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis”. Ezequiel 36:27
O próprio Jesus havia falado sobre esta promessa (vs. 5). Agora Jesus afirma que a promessa está para se cumprir, portanto, eles devem esperar.
Somente quando Deus tiver cumprido sua promessa e eles, do alto, forem revestidos de poder, é que poderão cumprir a comissão.
APLICAÇÃO:
1.       O Ofício Apostólico Cessou, Pois Atualmente Ninguém Apresenta As Qualificações Específicas Para Tal.

2.       Num Sentido Secundário Nós Somos Enviados Por Jesus Para Pregar o Evangelho No Poder do Espírito Santo.

CONCLUSÃO:
Que Deus nos ajude e capacite para que possamos cumprir a sua vontade, vivendo uma vida de santificação e pregando o evangelho do Senhor.
Que sejamos maduros na fé, rejeitando doutrinas heréticas que afirmam a existência de apóstolos hoje.