domingo, 22 de junho de 2014

A Família de Deus - Mc 3. 31-35

Introdução:

Todos nós temos uma família. E embora, existam pessoas que perderam todos os seus parentes, embora, existam órfãos, todo mundo que veio a este mundo, veio através de um pai e de uma mãe. Ou seja, de uma família. Com Jesus não foi diferente, embora o seu nascimento tenha se dado em circunstâncias especiais, Jesus também tinha uma família. O texto que lemos essa noite nos fala justamente sobre isso.

I- A Famíla de Jesus (V. 31, 32).

a) Jesus tinha Família?

Primordialmente, os termos gregos “adelphos” (irmão) e “adelphé” (irmã) se referem a irmãos de sangue, levando-nos a crer que Maria teve outros filhos após o nascimento de Jesus. Textos como: (Mt 13. 55; Jo 7. 3; At 1. 14; 1 Co 9. 5; Gl 1. 19) nos levam a crer nisso. Contudo, o termo grego também aponta para grus de parentesco mais amplos, como parentes, primos ou primo-irmão como geralmente os católicos romanos e os ortodoxos creem. Entretanto, textos como o de gálatas que falam de Tiago como o “irmão do Senhor” levou os católicos a terem de afirmar que esses irmãos do Senhor são filhos de outro casamento de José. Isso posto, vamos ao texto de Marcos.

Nos versos 31 e 32  diz que “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram”. 

Qual seria a razão da família de Jesus ir procurá-lo?

No último sermão que preguei aqui, vimos que os parentes de Jesus observando toda a sua atividade ministerial, bem como as coisas que Jesus dizia, concluíram que que ele deveria estar fora de si e queriam prendê-lo Mc 3. 21.

Talvez, essa tenha sido a razão de a mãe e os irmãos de Jesus terem ido até a casa onde ele estava ensinando para tentar de alguma forma dissuadí-lo da sua missão. Digo isso por que em Jo 7. 5 diz que “nem mesmo os seus irmãos criam nele”. Não posso afirmar o mesmo a respeito de Maria, pois, sua fé no Messias é expressa em Lc 1. 46-55.

Provavelmente, a presença de Maria acompanhando os irmãos de Jesus seja a de não permitir que alguma coisa acontecesse entre eles.

II- A Famíla de Jesus é mais Ampla ( V. 33-35).

“Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos!   
E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos! Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”.

Em primeiro lugar, precisamos entender que quando Jesus responde ao mensageiro à notícia de que a sua família o estava procurando, ele não estava desvalorizando a sua família.

Ele amou seu pai, a sua mãe e os seus irmãos até o fim. A prova disso é que eles aparecem em At 1. 14 indo orar ao Senhor “Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.

Jesus conhecia muito bem o quinto mandamento que dizia “Honra teu pai e a tua mãe”. Quando estava na cruz, ele, como filho primogênito de Maria, tomou providências para que ela não ficasse desamparada Jo 19. 26, 27 “Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”.

Tudo o que Jesus realizou foi substitutivo. Ele cuidou perfeitamente da sua famíla em nosso lugar. Ele foi batizado em nosso lugar, ele morreu em nosso lugar.

Em segundo lugar, a família mais ampla de Jesus era tida como a sua verdadeira família. “Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”.

Muitas vezes durante o ministério de Jesus ele ensinou sobre como deveria ser o nosso relacionamento com os nossos familiares. Principalmente, se esse relacionamento chegasse ao ponto de atrapalhar o nosso relacionamento com Deus. Por exemplo:

“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”. Mt 10. 37

A ideia aqui não é de competição entre o amor de Deus e o amor à família. O contexto em que Jesus diz isso é um contexto que ressalta as perseguições que os seus discípulos sofreriam por amor ao seu nome. Ao ponto de pais expulsarem os seus filhos de casa por causa da fé deles. (Mt 10. 17-37).

Conclusão:

Quero concluir com três aplicações práticas.

1- Assim como Jesus, nós temos uma família. Como estamos cuidando da nossa família? Como estamos testemunhando diante dos nossos familiares? Estamos cuidando integralmente da nossa família? (espiritualmente).

2- Nós fazemos parte da família de Deus. Jesus é o novo Adão e a igreja é a nova Eva. Através da nossa fé em Cristo, nós podemos dizer que somos filhos de Deus Jo 1. 12. Fomos adotados pelo Senhor (Gl 4. 6).

3- Nós somos irmãos e irmãs de Jesus (Hb 2. 11). Se é assim, também somos irmãos uns dos outros, e conforme vimos hoje, essa irmandade deve ser levada tão a sério quanto a irmandade de sangue. Que Cristo restaure a nossa comunhão, pois somos a família de Deus. (Ef 2. 19).








domingo, 27 de abril de 2014

Exposição do Evangelho de Marcos - Mc 3. 20-30

Introdução:

De acordo com C. S. Lewis (autor das crônicas de Nárnia), uma pessoa pode ter três possíveis reações diante da pessoa de Jesus. A primeira é que você pode reconhecê-lo como Deus, a segunda é que você pode achar que está diante de um lunático, e a terceira é que você pode considerá-lo o diabo em pessoa.

Embora, alguém relute diante dessas alternativas apresentadas por C. S. Lewis no seu livro “cristianismo puro e simples”, e afirme que existem outras alternativas, como por exemplo, considerar Jesus um mestre da moral... Lewis afirma que não.

O texto que lemos essa noite nos apresenta um quadro bastante semelhante ao apresentado por C. S. Lewis no seu livro. Aqui também nós encontramos diferentes reações diante da pessoa de Jesus.

1ª Reação: O louco

20 Então, ele foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem podiam comer.
21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.

Embora o texto original não indique que esses parentes de Jesus relatados no V. 21 fossem seus parentes de sangue, pois o texto original pode muito bem ser traduzido como “os da parte de Jesus”, ao invés de “os parentes de Jesus”. Seja como for, o fato é que alguém próximo a Cristo viu a sua atividade, bem como as coisas que ele dizia a multidão, e concluiu: ele só pode estar fora de si! Talvez tenha sido alguém que conviveu com Jesus na sua infância, e que agora o viu sem tempo nem para comer, por conta da urgência da sua missão, ou talvez tenha sido mesmo um parente de sangue de Jesus, pois  Jo 7. 5 diz que “nem mesmo os seus irmãos criam nele”.

Aplicação:

Por vezes, os cristãos também são taxados de loucos, simplesmente por seguirem os ensinamentos e o exemplo de Jesus. Frequentemente o mundo olha pra nós e não os vê com bons olhos. Alguém afirma: só sendo louco, deixar de ter quantas mulheres aparecerem pra ter apenas uma mulher. Outros dizem: só sendo louco, trabalhar a semana inteira e, ao invés de aproveitar o domingo enchendo a cara ou simplesmente entediado no sofá, ir a um igreja no domingo pela manhã e no domingo à noite.

Obs. É bem verdade que alguns evangélicos merecem ser chamados de loucos. Principalmente aqueles que acham que ser cristão significa alienar-se do mundo, não ter contato com pessoas que não sejam da mesma igreja, sem contar com aqueles que aos berros nos ônibus e metrôs acreditam que estão salvando o mundo.

2ª Reação: O diabo

22 Os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possesso de Belzebu. E: É pelo maioral dos demônios que expele os demônios.

Pra nós, que vivemos distantes do tempo e da cultura em que Jesus viveu, essa pode parecer um declaração um tanto chocante. Contudo, como afirmou C. S. Lewis, um homem que disse o que Jesus disse e que fez o que Jesus fez, se não fosse considerado divino poderia ser muito bem chamado de demônio. E é o que acontece nessa passagem.

A resposta de Jesus a essa acusação está nos versos 23-26:

23 Então, convocando-os Jesus, lhes disse, por meio de parábolas: Como pode Satanás expelir a Satanás?
24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
25 se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.
26 Se, pois, Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir, mas perece.


Aplicação:

Historicamente, a igreja também foi acusada de obras malignas: canibalismo, incesto, pedofilia, rebeldia, ateísmo etc.

Atualmente, ateus como Hichkens e Dawlkins não dizem simplesmente que o cristianismo é insano ou ilógico, eles afirmam que que ele é mal, imoral e injusto.

Obs. É bem verdade que a maioria dessas acusações são infundadas. Contudo, não podemos esquecer que muitas vezes algumas acusações contra a igreja são verdadeiras. Muitas pessoas se afastam da igreja por verem ali um discurso que não condiz com a prática. E, as vezes isso é verdade, falta de amor para com o próximo, orgulho e individualismo são só alguns exemplos. Que Deus nos ajude a não afastar as pessoas da igreja por nossa má conduta.

3- Ele é o próprio Deus!

No verso 27 nós não temos uma reação diante da pessoa de Jesus; antes, nós temos na descrição do próprio Jesus uma autoafirmação de quem é Ele:

27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa.

Quando Jesus faz essa afirmação, é como se ele estivesse dizendo: vocês estão dizendo que eu sou amigo de satanás ou servo dele, mas na verdade eu sou o maior inimigo dele. É como se ele dissesse: lembrem-se de Gn 3. 15 Daquele que “esmagará a cabeça da serpente”.

A partir desse texto devemos entender que os demônios que Jesus expulsou de várias pessoas antes da sua crucificação, era apenas uma prévia do que aconteceria na cruz. Em Cl 2. 15 Paulo nos ensina o que Cristo fez com satanás:

“E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”.

Aplicação:

É uma pena que muita gente tenha entendido isso muito errado. Nós não podemos amarrar o diabo, isso é uma obra que Cristo já fez no Calvário. O que João vê em Ap 20, não é uma visão do futuro quando satanás ainda será amarrado, mas uma visão do passado quando o diabo foi amarrado ou julgado na cruz. Basta ler Jo 12. 31 “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso”.

A tarefa da igreja não é amarrar diabo, mas buscar os espólios do reino parasita de satanás que já foi saqueado por Cristo.

Os versos 28-30 não tratam de um assunto diferente do que estamos tratando nesse sermão:

 28 Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem.
29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.
30 Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo.

Aqui nós temos, nas palavras de William Hendriksen “uma solene advertência”.

Em primeiro lugar nós temos uma demonstração da graça de Deus para com aqueles que haviam acusado Jesus de louco e de demônio. Ele diz que “tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem”.

Contudo, ele diz que existe um pecado imperdoável. Muitas teorias já foram levantadas sobre o que seria o pecado contra  Espírito Santo. Alguns afirmam que esse pecado é a apostasia, outros que esse pecado é falar mal da língua falada pelos pentecostais, contudo,a maioria dessas teorias nunca levou em consideração o contexto dessa passagem.

Nós sabemos que os escribas e fariseus atribuíam a satanás o que Espírito Santo estava fazendo por meio de  Jesus. Milagres claros como curas, exorcismos, ressurreições eram atribuídos a satanás. No verso 30 lemos porque Jesus falou sobre esse pecado: 30 “Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo”.

Conclusão:

Lembrando das palavras de C. S. Lewis, não há como ter uma atitude neutra diante da pessoa de Jesus, e hoje vimos que ele não era um lunático, nem tão pouco um demônio, mas Deus verdadeiro. Qual é a sua atitude diante de Jesus?










terça-feira, 22 de abril de 2014

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E O CETICISMO DE TOMÉ - João 20: 24 – 31

INTRODUÇÃO:

A dúvida pode ter muitas causas.
Para muitos, a dúvida pode ser a consequência de simples falta de conhecimento.

Para alguns, a dúvida está alicerçada numa escolha moral sistemática - uma filosofia de vida mundana que questiona a existência de Deus para se entregar aos desejos pecaminosos.

Às vezes, a dúvida é como um rito de transição, e cumpre o objetivo de conduzir a maturidade - esse tipo de dúvida pode acontecer quando o jovem chega à universidade e passa a ter sua fé atacada. Ele vai precisar averiguar os fundamentos de sua fé, e isso, deve levá-lo a maturidade cristã.

Em outras ocasiões, a dúvida pode ser gerada por alguma crise existencial – a perda de uma pessoa amada, a recordação de pais abusivos ou algum outro sofrimento.

ELUCIDAÇÃO:

Nesta passagem, João aborda a dúvida de Tomé. De acordo com o contexto, Jesus havia sido crucificado. Na verdade, seus próprios discípulos não esperavam essa mudança trágica dos acontecimentos. Eles não tinham em mente um Messias que seria crucificado. O Messias vence! Por isso, eles estavam entristecidos.

Pois bem, no primeiro domingo da ressurreição, as notícias sobre o túmulo vazio e as aparições do Jesus ressurreto começaram a chegar aos discípulos.
Jesus havia aparecido a algumas mulheres. Pedro e João viram o túmulo vazio. Jesus apareceu a Pedro e, depois, a dois discípulos na estrada para Emaús. E, mais tarde, naquele primeiro domingo à noite, Jesus apareceu aos seus apóstolos, mas Tomé estava ausente.

Assim, chegamos ao relato apresentado em nosso texto. Vamos considera-lo em 3 passos:

1.      O Clamor de Um Cético Desapontado (vs. 24, 25).

Tomé acreditava que Jesus era o Messias. Agora, essa crença estava invalidada pela crucificação de Jesus.

A dúvida de Tomé era do tipo que desejava diferenciar entre a fé genuína e mera credulidade. A dúvida de quem sofreu profundo engano religioso e não quer ser lograda novamente.

Tomé não queria pertencer ao número dos crédulos. Então, o que ele pede, é a demonstração mais pessoal e concreta que ele podia imaginar, algo que comprovasse realmente a ressurreição de Cristo (vs. 25).

Tomé sabia que o corpo de Jesus Cristo tinha feridas singulares (por causa da crucificação). Dídimo, queria evidências categóricas para que pudesse se convencer de que o Cristo crucificado era o Messias esperado. Agora, ressuscitado, vivo e triunfante.

2.      A Adoração de Um Cético Maravilhado (vs. 26 – 28).

Então, no segundo domingo depois da ressureição, Jesus os saudou com as mesmas palavras: “Paz seja convosco”.

Porém, as palavras seguintes de Jesus são o que prende a nossa atenção, Jesus se voltou para Tomé com o objetivo de dirimir suas dúvidas, depois de fazê-lo, ouviu a confissão de Tomé (vs. 27, 28).

Essa confissão ressalta no final deste evangelho o que João havia dito no começo do seu evangelho (Jo. 1: 1).

É importante lembrar que entre o versículo 25 e 26 se passara uma semana. Tempo suficiente para Dídimo refletir sobre as notícias que os seus amigos tinham lhe contado. Deve ter pensado: “será que Jesus realmente ressuscitou?”.

Contudo, agora sabia que Jesus ressurgira dentre os mortos. Tomé viu as feridas e assegurou-se de que o Jesus que estava diante dele tinha continuidade com o Jesus que fora crucificado e colocado no túmulo.

Neste momento, as palavras de Jesus fazem sentido para Tomé. Por exemplo, Jesus insistiu em que Deus lhe confiara todo julgamento, a fim de que “todos honrem o Filho do modo por que honrem o Pai” (Jo. 5: 23).

Em outro momento, Jesus declarou: “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo. 8: 58). E mais: “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz” (Jo. 5: 19). Em Face da ressurreição, essas declarações eram maravilhosas.

3.      A Função de Um Cético Convertido (vs. 29 – 31).

Com essas palavras, Jesus não está incentivando uma fé cega, sem evidências. John Stott escreveu um livro chamado: “Crer é também pensar”.

Vejamos que João relacionou o versículo 29 com os versículos 30, 31. Ele relatou o que Jesus disse a Tomé: “Você viu e creu”.

O evangelho de João ensina que crer em Jesus é fundamental para que a pessoa tenha a vida eterna (Jo. 3: 16).

Então, Tomé teve fé verdadeira. Mas Jesus sabia que muitas pessoas chegariam a crer nele sem jamais terem visto o Jesus ressurreto como Tomé o viu.

A questão é: com que base eles creriam? Vamos observar os versículos 30, 31 – a base é o testemunho histórico que a primeira geração pós-ressurreição relatou.

Assim, Tomé se torna parte da cadeia de evidências, a cadeia de atestação. Por meio do seu testemunho, ele ainda fala e, pela graça de Deus, gera fé em outras gerações que chegam a compartilhar da mesma fé.
Então, a função desse cético convertido foi a de testemunhar de Jesus Cristo. Por causa do seu testemunho, muitos creem, tem a vida eterna e são bem-aventurados.

APLICAÇÃO:

1.      A CONFISSÃO DE TOMÉ DEVE SER A NOSSA: “SENHOR MEU E DEUS MEU”.

O crente não somente afirma que Jesus Cristo é Senhor e Deus do universo, mas também, no sentido mais profundo, ele é o Senhor e Deus do crente. Essa confissão é indispensável para uma fé genuína.

2.      A FÉ NA RESSURREIÇÃO DEVE NOS CONDUZIR AO TESTEMUNHO.

A ressureição de Cristo foi um acontecimento inegável. Foi um fato histórico comprovado e testemunhado por centenas de pessoas, além dos apóstolos.
Esse fato traz várias implicações para nós cristãos, uma das implicações deve ser um testemunho ousado, vigoroso da ressurreição do nosso Senhor e Deus.

CONCLUSÃO:

Meus irmãos, que possamos viver para aquele que nos salvou pela sua morte e ressurreição de forma correta. O Senhor fez tudo por nós, agora, precisamos viver para ele dignamente.

“Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação”. (Romanos 4:25).









AS IMPLICAÇÕES DA ASCENSÃO DE CRISTO - Atos 1: 9 – 11

INTRODUÇÃO:
Na Bíblia Sagrada podemos constatar centenas de promessas. Várias promessas já tiveram o seu cumprimento, algumas estão se cumprindo e muitas outras se cumprirão.
Atualmente, a principal promessa que aguardamos diz respeito a segunda vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E, nós temos a certeza que no momento determinado pelo Pai esta importante promessa se cumprirá, pois, Deus é fiel em todas as suas promessas.
ELUCIDAÇÃO:
A ascensão de Jesus aos céus é um acontecimento histórico. Lucas registrou o acontecimento da ascensão de Jesus em pouquíssimas e notáveis palavras.
Na conclusão de seu evangelho, ele narra que Jesus levou os discípulos às proximidades de Betânia (Lc. 24: 50), em atos, ele revela que o lugar exato da partida foi o Monte das Oliveiras (At. 1: 12).
No evangelho, ele relata que, “havendo levantado as mãos, Jesus os abençoou. Enquanto os abençoava, ele os deixou e foi elevado ao céu” (Lc. 24: 50, 51). Mas a narrativa de Lucas em Atos traz apenas as palavras: “Depois de Jesus ter dito essas coisas, ele foi elevado às alturas a vista deles” (vs. 9).

EXPOSIÇÃO:
Em atos, Lucas relata a ascensão a partir da perspectiva dos discípulos. Eles estão testemunhando a ascensão de Jesus da terra ao céu.
Este evento marca o fim do tempo em que Jesus esteve presente fisicamente com os seus seguidores. Agora, eles precisavam aguardar a promessa do Consolador.
“E uma nuvem o ocultou de seus olhos” – significa que Jesus deixa este cenário terreno e entra na glória celestial.
No versículo 10, diz: “Enquanto olhavam atentamente para o céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco”.
Percebemos a descrição da emoção humana produzida pela partida (O Senhor está deixando-os). Entretanto, se há alguma tristeza, ela vai embora com o aparecimento de dois anjos.
Os anjos foram enviados por Deus com o objetivo de consolar os discípulos com a mensagem da parousia.
“Eles disseram: varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, voltará do mesmo modo como o viram subir ao céu” (vs. 11).
A expressão “homens galileus” serve para lembrar a comunhão dos apóstolos com Jesus e seu ministério terreno na Galiléia.
Os anjos vieram para: 1 - Transformar a possível tristeza em alegria; 2 - Assegurar aos discípulos o fato de que, mesmo que Jesus tenha subido, do céu ele os conduzirá a fim de cumprirem sua tarefa; e 3 - Garantir-lhes a volta de Cristo no tempo determinado.
Os anjos colocam em equilíbrio a ascensão de Jesus e sua volta. Assim como subiu, assim voltará, Jesus retornará fisicamente, no mesmo corpo glorificado com que subiu ao céu.

APLICAÇÃO:

1.       A Ascensão de Cristo Deve Nos Estimular a Ação.
“Por que ficais aí, olhando para o céu?”. Ou seja, se ajudem, trabalhem. Não fiquem parados aí, simplesmente olhando para o céu.
Hoje, nós temos a presença do Espírito Santo e precisamos fazer o trabalho que o Senhor nos ordenou. Vamos viver o evangelho na prática.
2.       A Ascensão de Cristo Deve Nos Estimular a Aguardar a Sua Vinda Gloriosa Em Santificação.
“Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará do mesmo modo como o viram subir”. Porque Jesus vai voltar, precisamos viver de maneira agradável e Ele. Sempre que a Bíblia fala do retorno glorioso do Senhor, ela nos manda vigiar, orar.
É assim que deve ser, não podemos assimilar um estilo de vida mundano, materialista, hedonista, egoísta, etc.
3.       A Ascensão de Cristo Deve Nos Estimular a Confiar no Seu Governo Soberano.
O fato de agora Jesus Cristo está assentado a destra do Pai, marca sua entronização real. De seu trono, Jesus governa este mundo.
Mesmo que o mundo não esteja disposto a reconhecer a soberania de Cristo. Nós devemos confiar no Senhor. Pois, aqueles que não se submetem ao governo de Cristo, terão a sua punição.

CONCLUSÃO:
Será que nós temos vivido de acordo com as implicações da ascensão?
O meu desejo e oração é para que possamos nos submeter a vontade de Deus, vivendo a vida cristã com ação, santificação e confiança no Senhor.
Pois, um dia o Senhor colocará todos os seus inimigos sob os seus pés, e entregará o reino ao seu Pai, então, o fim terá chegado.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A RELAÇÃO ENTRE O REINO DE DEUS E O ESPÍRITO SANTO - Atos 1: 6 – 8

ELUCIDAÇÃO:
                                       
Na primeira seção desse capítulo, Lucas escreve dois versículos introdutórios (vs. 1, 2) que são históricos. Depois ele se refere ao período de 40 dias no qual Jesus aparece aos seus discípulos e durante o qual os instrui sobre o Reino de Deus e ordena que eles esperem em Jerusalém pela dádiva do Espirito Santo (vs. 3-5).

Então, devemos entender que os dois principais assuntos desenvolvidos por Jesus entre a sua ressurreição e ascensão foram o Reino de Deus e o Espírito de Deus. No texto em apreço, vamos tratar sobre: A RELAÇÃO ENTRE O REINO DE DEUS E O ESPÍRITO SANTO
EXPOSIÇÃO:
                                    
Durante o ministério terreno de Jesus, o Mestre já havia falado sobre o Reino de Deus. No curto período em que passa com os apóstolos depois da ressurreição (40 dias), Jesus os instrui sobre o Reino de Deus, e o mais impressionante é que os discípulos não havia compreendido corretamente o ensino de Jesus.

Chegamos a essa compreensão por causa da pergunta dos apóstolos no versículo 6: “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?”.

A pergunta dos discípulos mostra que eles estavam esperando um Reino Político, Nacional e Temporal.

Com a resposta oferecida, Jesus corrigiu essas noções falsas da natureza, extensão e chagada do Reino.

Inicialmente, eles indagaram Jesus quanto a restauração de Israel neste tempo. Em sua resposta, Jesus não responde a questão da restauração, mas do tempo, Ele lhes respondeu: "Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade” (vs. 7).

Os apóstolos revelam sua curiosidade acerca do futuro. Mas o futuro pertence a Deus, não a eles.

Deveriam ter se lembrado da observação bíblica (Dt. 29: 29) = “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei”.

Ainda na resposta de Jesus, o Mestre voltou ao assunto do Espirito Santo: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (vs. 8).

Percebam que Jesus amplia os horizontes dos Apóstolos, Ele prometeu que o Espírito Santo lhes daria poder para serem suas testemunhas.

Começando em Jerusalém, a capital nacional, onde Jesus fora condenado e crucificado, o lugar de onde não deveriam sair até recebessem o Espírito.
Permaneceriam nas vizinhanças da Judéia. Mas, depois a missão cristã irradiaria partindo daquele centro de acordo com a profecia (Is. 2: 3), chagando na desprezada Samaria e, posteriormente, ultrapassando as fronteiras da Palestina, para os gentios, até aos confins da terra.

O livro de atos nos mostra o cumprimento desta profecia = Capítulos 1 – 7 (Jerusalém); Capítulo 8 (Judéia e Samaria); Do capítulo 9 em diante (Até os confins da terra).

APLICAÇÃO:
1.      Jesus Ensina Que Os Discípulos Devem Evitar Investigações Sobre Os Tempos Desconhecidos e As Épocas Futuras.

Precisamos confiar em Deus, Ele tem pleno controle do calendário dos acontecimentos mundiais e de nossa vida particularmente.

2.      O Poder do Espírito Santo é Fundamental Para o Estabelecimento do Reino de Deus.

O poder do Espírito é associado ao conceito de Reino. Mas, o poder no Reino de Deus é diferente do poder nos reinos humanos. O Reino de Deus é espiritual e é estabelecido na vida de seu povo através do seu Espírito.
O Reino é aumentado por testemunhas, através de uma mensagem de paz e não uma declaração de guerra. Vale salientar que os valores do Reino de Deus entram em conflito com os valores do mundo e possui implicações políticas e sociais.

3.      Somos Responsáveis Por Proclamar a Mensagem do Reino de Deus.

Nós, os seguidores de Jesus devemos anunciar o que ele realizou em sua primeira vinda e chamar o povo para arrepender-se dos seus pecados e crer no sacrifício de Cristo, preparando-se para sua segunda vinda.

CONCLUSÃO:


Que Deus nos conceda graça para vivermos como verdadeiros súditos do seu Reino e estejamos proclamando sua mensagem e vivendo seus princípios.