quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Ministério Fundador dos apóstolos - Atos 1: 1- 5

ELUCIDAÇÃO:

Este livro foi escrito por Lucas, que também escreveu um dos evangelhos. Ambos os livros são dedicados a Teófilo – certamente uma pessoa que ocupava uma posição de destaque na época (talvez um alto oficial romeno), pois Lucas o chama de excelentíssimo (Lc. 3: 1), termo utilizado para fazer referência aos procuradores (At. 23: 26).

Existem evidências internas que nos levam a crer que este livro foi escrito antes da queda de Jerusalém (70 d. C), a) Lucas apresenta o governo romano benevolente para com o cristianismo, atitude que mudou a partir de 64 d. C.; b) o livro de Atos não menciona a morte de Paulo, que deve ter ocorrido por volta do ano 68 d. C.

Quanto ao propósito do livro, podemos afirmar que Lucas está preocupado com o significado da salvação na história, e não na história em si como meros fatos. Então, Lucas foi um teólogo da salvação. Escreve com o objetivo de apresentar Jesus como o Messias prometido, o qual é poderoso para salvar o pecador.

EXPOSIÇÃO:

Os Dois Estágios do Ministério de Jesus

Nos versículos iniciais (vs. 1, 2) o autor nos diz que os dois volumes de sua obra é sobre as origens do cristianismo. O contraste que ele apresenta entre os dois volumes não se dá entre Jesus e sua igreja, mas entre os dois estágios do ministério de Cristo.

No primeiro livro, Lucas relata todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi elevado as alturas.

Nesse segundo livro, ele escreve sobre aquilo que Jesus continuou a fazer e ensinar após sua ascensão, especialmente por intermédio dos apóstolos.
Assim o ministério de Jesus na terra, exercido de forma pessoal e pública, foi seguido por seu ministério celestial, exercido através do Espírito Santo por intermédio dos seus apóstolos.



1)      Jesus Escolheu Seus Apóstolos (vs. 2)

Os apóstolos não se autonomearam, nem foram apontados por um ser humano, um comitê, um sínodo, mas foram escolhidos de forma direta e pessoal, por Jesus Cristo (Lc. 6: 13).

2)      Jesus Se Revelou Aos Seus Apóstolos (vs. 3)

As testemunhas da fundação precisavam ser testemunhas oculares (Lc. 1: 2). O sucessor de Judas precisava ser alguém que tivesse estado com os doze (At. 1: 21, 22). Assim, depois de ter padecido, o Senhor apareceu ressurreto àqueles homens (vs. 3).

3)      Jesus Enviou Seus Apóstolos.

Lucas revelou no final de seu evangelho que o Senhor Jesus os enviou (Lc. 24: 47), em Atos esse comissionamento é ratificado (At. 1: 8).

Assim, Jesus escolheu os seus apóstolos e apresentou-se a eles após a ressurreição, como preparação para que pudesse enviá-los para pregar e ensinar em seu nome.

4)      Jesus Prometeu o Espírito Santo Aos Apóstolos (vs. 4).

Agora, Jesus manda que esperem em Jerusalém até que recebam a dádiva prometida. Era a promessa de seu Pai através de profecias do Antigo Testamento (Joel 2: 28, 29; Is. 32: 15; Ez. 36: 27).
 "E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.

Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias”.
Joel 2:28-29

“Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis”. Ezequiel 36:27

O próprio Jesus havia falado sobre esta promessa (vs. 5). Agora Jesus afirma que a promessa está para se cumprir, portanto, eles devem esperar.
Somente quando Deus tiver cumprido sua promessa e eles, do alto, forem revestidos de poder, é que poderão cumprir a comissão.

APLICAÇÃO:

1.       O Ofício Apostólico Cessou, Pois Atualmente Ninguém Apresenta As Qualificações Específicas Para Tal.


2.       Num Sentido Secundário Nós Somos Enviados Por Jesus Para Pregar o Evangelho No Poder do Espírito Santo.

CONCLUSÃO:

Que Deus nos ajude e capacite para que possamos cumprir a sua vontade, vivendo uma vida de santificação e pregando o evangelho do Senhor.
Que sejamos maduros na fé, rejeitando doutrinas heréticas que afirmam a existência de apóstolos hoje.




DEUS É FIEL, POR ISSO PODEMOS CONFIAR NAS SUAS PROMESSAS - Gn 48, 49 e 50

EXPOSIÇÃO:

A ENFERMIDADE E MORTE DE JACÓ

Jacó está enfermo e prestes a morrer. José traz os seus dois filhos até Jacó e ele abençoa Efraim e Manassés, contudo, abençoa o mais novo Efraim com as bênçãos da primogenitura.

Depois, chama os próprios filhos e abençoa cada um deles por sua vez. Não foi o filho mais velho, mas Judá, o filho mais novo de Lia, quem recebeu a bênção maior. Jacó entoa: “o cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés” (Gn. 49: 10). Da linhagem de Judá procederá o grande rei Davi e, por fim, o Rei dos reis, Jesus Cristo.

Após, abençoar todos os filhos, Jacó tem uma solicitação final (Gn. 49: 29-33) – o patriarca deseja ser sepultado na Terra de Canaã. O pequeno pedaço de terra que fora descrito por Jacó, pertence legalmente a sua descendência.
A ordem final de Jacó testifica da sua fé no Deus que cumpre a aliança, Deus prometeu a Terra de Canaã ao seu avô Abraão, ao seu pai Isaque, bem como, aos seus descendentes. Jacó tem certeza de que Deus cumprirá a sua promessa.

Morreu Jacó, mas o seu mandamento final vive. José, mesmo de coração partido com a morte do pai (Gn. 50: 1), toma todas as providências necessárias para que o corpo de Jacó seja embalsamado (40 dias) e possa ser transportado para Canaã (Gn. 50:2). Nesse período, os egípcios prantearam Jacó “setenta dias” – Jacó é pranteado com honrarias (vs. 3).

A despeito da honra dedicada a seu pai, José enfrenta um problema: de que maneira obterá permissão de Faraó para sepultar seu pai em Canaã?
Para tal, José é bastante diplomático (vs. 5, 6), ele omite a ordem negativa de Jacó (Gn. 47: 29, 30).

A insistência de Jacó para ser sepultado em Canaã é uma declaração de onde Israel pertence realmente. Metaforicamente podemos afirmar que o povo de Deus pertence a Canaã e não ao Egito.

Então, após a permissão de Faraó, Jacó é levado para terra de Canaã (vs. 12 – 14). O sepultamento de Jacó na Terra Prometida testifica sua fé que o seu Deus cumpriria a promessa de lhes dar a terra.
Nessa história, existe outra questão que devemos prestar atenção: o cortejo fúnebre de Jacó é descrito com riquezas de detalhes e diz o narrador “que foi grandíssimo” (vs. 7-9).

Porque a ênfase no cortejo fúnebre de Jacó?

John Sailhamer diz: “a atenção do escritor concentra-se na fidelidade de Deus à sua promessa da terra e na esperança do povo de Deus no retorno final à terra”.

Vejamos ainda que, Jacó, em seu retorno a Terra Prometida, foi acompanhado por uma grande companhia de oficiais e maiorais da terra do Egito.

Portanto, a história do sepultamento de Jacó em Canaã prefigura o tempo do qual Deus afirma: “tornarei a trazer os cativos de Jacó. E me compadecerei de toda a casa de Israel” (Ez. 39: 25).

JOSÉ CONTINUA BENEVOLENTE COM SEUS IRMÃOS

Contudo, os filhos de Jacó não viram significado nesse grande cortejo fúnebre, agora que Jacó estava morto, pensaram que José iria agir contra eles (vs. 15-18).

Por duas vezes José enfatiza que eles não devem temer, José fundamenta essa garantia no resultado benéfico da providência de Deus (vs. 20).

O livro de Gênesis termina com uma nota final acerca de José. Lemos no versículo 22 que “José habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu 110 anos”. Deus o abençoou ricamente: José ainda chega a conhecer seus netos e bisnetos. Mas também chegaria a hora de morrer.

A MORTE DE JOSÉ

Quando chega esse momento, vejamos o que José diz no versículo 24, essa é a primeira vez que José fala da promessa de Deus quanto a terra. As palavras de José ressaltam a mensagem de Gênesis de que Israel não pertence ao Egito, mas a Canaã.

José tem tanta certeza de que Deus os visitará que fez jurar os israelitas, observemos o versículo 25, assim como Jacó, José deseja ser sepultado na Terra Prometida. Mas, José está preparado para aguardar no Egito com seus irmãos e irmãs. É interessante observar Hebreus 11: 22, José não vê o êxodo no Egito, não vê Israel recebendo a posse da Terra Prometida, mas crê firmemente que isso acontecerá algum dia.

Em Êxodo 13: 19, os ossos de José são levados e enterrados numa porção da Terra Prometida legalmente pertencente aos seus ancestrais (Js. 24: 32). Na sepultura ele continua aguardando que Deus cumpra plenamente a sua promessa da terra. Pois, em última análise, de acordo com a Bíblia, a promessa da terra significa o retorno do paraíso à terra (Gn. 2; Ap. 22: 1-5).

LIÇÕES PRÁTICAS:

1.      A Ação Humana Não Pode Frustrar As Promessas de Deus.

Nós observamos em algumas circunstâncias, ações maléficas do homem procurando prejudicar o plano de Deus. Mas, Deus cumpre as suas promessas apesar de nós. Conquanto dê ao homem liberdade para agir, Deus está no controle dos resultados.

2.      Vivemos Na Esperança De Que Deus Cumprirá Sua Promessa De Conceder Uma Pátria Para Seu Povo.

Hoje, nos parecemos muito com José e os israelitas – esperando que Deus venha até nós e cumpra a sua promessa acerca da terra. Vale lembrar que a esperança cristã não falha, mesmo diante das circunstancias difíceis e adversas, Deus cumprirá sua promessa, pois Ele é fiel.

3.      Jesus Morreu e Ressurgiu Para Cumprir a Promessa de Deus e Restaurar o Paraíso Na Terra.

O mundo em que vivemos é cheio de violência, doenças, guerras e desastres. Mas, para aqueles que são de Cristo, o futuro será glorioso no paraíso restaurado. Que possamos depositar a nossa fé nas promessas de Deus (Hb. 11: 1).

CONCLUSÃO:

Deus é fiel, cumprirá suas promessas. Deus é soberano e tem o seu plano sob controle. Não percamos a esperança. O povo de Deus pode viver e morrer na esperança de que um dia Ele realizará completamente a sua promessa de uma nova pátria para o seu povo (Ap. 21: 5).



segunda-feira, 17 de março de 2014

Jesus Escolhe os seus Discípulos - Mc 3. 13-19

Introdução:

Todos nós já passamos por algum processo seletivo na nossa vida. Seja no trabalho, num concurso público, seja na escola, na faculdade, no vestibular etc.

O texto que lemos esta noite nos fala sobre um processo seletivo. Porém, antes de nos debruçamos sobre esse texto precisamos dar uma olhada no contexto em que Jesus escolhe os seus Doze apóstolos.

Contexto:

Nos últimos sermões que preguei aqui, vimos como a oposição à Jesus por parte dos fariseus estava aumentando, ao ponto de eles se juntarem aos herodianos que eram seus inimigos políticos a fim de planejarem a morte do Senhor.

Contudo, se a oposição à Cristo estava crescendo, os V. 7 e 8 do Cap. 3 nos mostram que a popularidade de Jesus também estava crescendo:

7 Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galiléia uma grande multidão. Também da Judéia,

8 de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.

Observe que vinha gente do outro lado do país para ver Jesus. Jesus estava na Galiléia (Norte) o texto nos diz que gente da Judeia (Sul), da capital, e até dos países que faziam fronteira com Israel.

Mas, o que motivava essas pessoas a irem ao encontro do Senhor? O final do V. 8 nos diz “sabendo quantas coisas Jesus fazia”.

O V.10 desse cap. Diz que ele “curava a muitos”, mas não todos, pois como já pudemos constatar no início do seu ministério (Mc 1. 38) Jesus nos diz que a sua prioridade é anunciar a Palavra.

Isso nos faz refletir sobre as nossas motivações de ir até Cristo, e também sobre a nossa motivação para estar no culto. Isso distingue os verdadeiros discípuos do Senhor, daqueles que não são seus discípulos.

Por isso o meu tema essa noite será:


Tema: Jesus Escolhe os seus Discípulos


I-Em Primeiro lugar, nós podemos constatar isso no V. 13:

13 Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele.

Desde o início da história da humanidade ele procede desse modo: Noé, Abraão, Jacó, Davi, Isaías, Jeremias, Os Apóstolos, Paulo. E é também assim conosco:

Jo 15. 16 “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”.

2Tm 1. 9 diz que essa escolha e salvação se deu “antes dos tempos eternos”.

Paulo diz em Rm 8. 30 “predestinou aos que Ele chamou”. Então, sem dúvida alguma é Ele quem chama os seus discípulos. Esse é um chamado especial – diferente do chamado geral que fazemos quando pregamos e convidamos todos ao arrependimento. Convidamos a todos, mas Deus sabe quem são os dEle.

II-Em segundo lugar, Deus sempre nos chama para fazer algo. Observe o V. 14

14 Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar

Algumas pessoas que não gostam do termo “Teologia” costumam citar o exemplo dos apóstolos para se referir a alguém que não precisou cursar teologia para pregar ou ser ordenado. Contudo, os apóstolos tiveram uma formação especial durante os mais de 3 anos em que que aprenderam diretamente com o Deus encarnado. Além do mais, todos eles sabiam grego e hebraico, algo que a maioria dos pregadores modernos que não passaram pelo seminário não tem nem sequer noção.

Eles foram chamados para pregar. Toda a igreja é chamada para pregar, embora isso não signifique que todos ocuparão o púlpito, mas Deus não nos chamou para nos sentarmos sobre a nossa segurança eterna, mas para sermos testemunhas. Se você é um cristão, você não vai guardar isso somente para você, você será uma pessoa engajada na igreja local, você falará de Cristo, você convidará pessoas para a igreja.

III-Esses apóstolos foram chamados de forma única e especial. Uma das provas disso é o V. 15

15 e a exercer a autoridade de expelir demônios.

Isso nos faz perguntar: existem apóstolos hoje?

O termo “apóstolo” vem do verbo grego apostellõ que significa “enviar”. A Bíblia emprega o termo apóstolo com dois sentidos diferentes. Primeiro, esse termo se aplica aos Doze, levando em consideração a substituição de Judas Iscariotes por Matias em At 1. 15-26 e do acréscimo de Paulo. Nesse sentido, o apóstolo é alguém comissionado por Deus e investido de autoridade para operar milagres. Além disso, para ser apóstolo nesse sentido, o sujeito precisava ter visto e ter recebido o seu ensinamento do próprio Senhor Jesus. Então, nesse sentido nós podemos afirmar que não existem mais apóstolos, bem como os dons especiais que acompanharam esses homens. Dons esses que serviram a um proposito fundacional na igreja, haja vista, os apóstolos serem chamdos de “Alicerce” ou “fundamento” da igreja (Ef 2. 20).

Mas no NT existem outras pessoas que são chamados de apóstolos (Rm 16. 7)

7 Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim.

Além dessa menção explicitamente traduzida em nossas bíblias, textos como (1 Co 9. 5; 2Co 8.23; Gl 1. 19; 1Ts 2. 6,7) se referem a outras pessoas sendo chamadas de apóstolos. Porém, nesse sentido todos nós somos apóstolos pois fomos enviados pelo Senhor para pregar pelo mundo a fora.

Contudo, se alguém disser que existe base bíblica para apóstolos hoje em dia ( e é o que tem acontecido) existe um texto nas escrituras que acaba com todas as nossas dúvidas. Abra a sua bíblia em (Ap 21. 14):

14 A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Só existiram 12 apóstolos. E isso não foi uma coincidência. Os Doze apóstolos representam a criação do novo israel de Deus (assim como as doze tribos representaram a criação do israel antigo).

IV-Em quarto e último lugar, Deus constrói a sua igreja em unidade e diversidade. Vejamos os V. 16-19

16 Eis os doze que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro;

17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão;

18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Zelote,

19 e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.


Unidade não significa igualdade. Olhe para o grupo chamado por Jesus: pescadores, zelotes, um cobrador de impostos. As diferenças entre eles eram enormes, basta citar Pedro que era muito explosivo e Tomé que era o poço da dúvida, além de Judas Escariotes, dos irmãos “pinga fogo” Tiago e João chamados por Jesus de “filhos do trovão”, sem falar de Simão “o Zelote” que era uma espécie de terrorista antes da conversão.

A igreja é uma reunião diversa e desigual. Brancos, negros, ricos, pobres, altos, baixos etc.

O que não pode haver entre nós é pré-conceito e segregação. Certa vez, presenciei um casal (que era rico) trocar de lugar na igreja porque um casal pobre se sentou ao seu lado. É triste, mas há pessoas assim na igreja local.
Quando olho para esse grupo chamado por Jesus eu entendo melhor o que é a comunhão dos santos. 

Conclusão:

Recapitulando, Cristo é quem chama os seus discípulos, Ele os chama para fazer algo, Ele edifica a sua igreja com pessoas das mais diferentes. Você pode ser uma pessoa que Cristo está chamando, venha a Cristo!











quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Sábado e o nosso Descanso em Cristo (Parte II) Mc 3. 1-6

Introdução:

O sermão de hoje poderia muito bem ser uma continuação do último sermão que pregamos aqui “O Sábado e o nosso descanso em Cristo”. Contudo, nós entendemos que a passagem que examinaremos hoje contêm algumas particularidades que precisam ser examinadas mais detidamente.

O ensino de Jesus nesses dois capítulos é um resumo do seu ensino sobre o 4º mandamento.

De acordo com Mt 12. 9-14 – que  é outra narrativa dessa mesma história relatada por Marcos, após a controvérsia envolvendo Jesus e os seus discípulos numa plantação de milho num dia de sábado, Jesus partiu dali e foi direto para a sinagoga da cidade (a qual nenhum dos evangelistas nos informa qual é).

Exposição:

O (V. 1) De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos.

As sinagogas eram uma espécie de centro educacional e religioso, e depois do templo de Jerusalém, eram a instituição mais importante de Israel. As sinagogas surgiram no período exílico quando os judeus não tinham o templo de Jerusalém para prestar o seu culto. A exigência básica para que se formasse uma sinagoga em qualquer cidade era de que houvesse pelo menos dez homens aptos a se reunirem naquela comunidade.

Era comum que Jesus frequentasse as sinagogas, pois as pessoas que ali se reuniam geralmente se reuniam com o propósito de ouvir a leitura da lei de Deus e ouvir a sua explicação.

Pois bem, o texto nos diz que ali se encontrava um homem com uma das mãos ressiquida. Lc 6.6 nos informa que era a mão direita.
De forma geral, os judeus eram muito preconceituosos com alguém que possuísse algum defeito físico, e quase sempre atribuíam tal defeito a algum pecado cometido pelo sujeito.

No (V. 2) E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem.

Assim como no caso das espigas tiradas pelos discípulos de Jesus no cap 2. 23-28, mais uma vez os fariseus desprezam o propósito do 4º mandamento resumido por Jesus no cap. 2. 27 “o sábado foi estabelecido por causa do homem, não o homem por causa do sábado”. O bem do homem estava em primeiro lugar. Como vimos no último sermão, a guarda do dia do Senhor não deve ser um jugo prejudicial ao homem, mas sim uma providência de Deus para o bem físico e espiritual do homem.

Nos (V. 3, 4) E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio!
Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.


O fato de Jesus chamar aquele homem para o meio nos sugere que naquela sinagoga os homens se reunissem numa espécie de circulo.

A pergunta de Jesus no V. 4 tinha um propósito específico. De acordo com a escola de Hillel, qualquer ato de cura num dia de sábado só poderia ser realizado se a vida da pessoa estivesse em risco. Contudo, não era esse o caso, Jess poderia muito bem esperar para o dia seguinte para curar aquele homem. Mas Jesus estava justamente desafiando essa interpretação.

Jesus estava defendendo o lado positivo do 4º mandamento. O lado negativo nos diz que não devemos cuidar dos nossos interesses pessoais no dia do Senhor, já o lado positivo nos diz que devemos cuidar dos interesses de Deus. E, com certeza, o bem do meu próximo é um interesse de Deus.

Em Mt 12. 11, 12 , Jesus fala desse lado positivo. “Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem”.

O que Jesus está ensinando aqui é que é lícito fazer o bem no dia do Senhor.

No (V. 5) Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada.

Após o silêncio insensível dos fariseus, Jesus realiza a cura instantânea daquele homem.

Nessa cura, o procedimento de Jesus é o mesmo do que quando ele nos salvou. Pois ele exige desse homem algo que esse homem sozinho não pode fazer. Ele diz “Estende a mão”, assim como ele nos disse “arrependa-se e creia”.

No (V. 6) Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida.

Vemos o desfecho fatídico dessa história, quando os fariseus se unem aos seus adversários políticos com o propósito de tramarem a morte de Jesus.
O interessante aqui é que eles achavam errado restaurar a saúde de um homem, mas não achavam errado planejar a morte de um homem nesse dia.
O coração do homem não convertido odeia a Deus (Rm 1. 30;  5. 10; Cl 1. 21).

Aplicação:

Quais são as implicações dessa passagem? Que lições podemos aprender a partir do que Jesus fez e disse nesse texto?

1-O PROPÓSITO DESSE MANDAMENTO, BEM COMO DE TODA A LEI DE DEUS FOI PROVER O NOSSO BEM ESTAR FÍSICO E ESPIRITUAL.

O dia do Senhor foi feito visando o nosso descanso e fortalecimento espiritual.

2-SE OS FARISEUS QUERIAM AUMENTAR A SANTIDADE DESSE DIA, OS CRISTÃOS MODERNOS QUEREM TORNÁ-LO UM DIA COMO QUALQUER OUTRO.

Quantas vezes não faltamos ao culto no dia do Senhor por motivos fúteis? Quantas vezes, nesse dia eu não estou buscando os meus próprios interesses e me esquecendo dos interesses de Deus?

3-SE VOCÊ AINDA NÃO CONHECE A CRISTO, NEM DESFRUTA DO DESCANSO QUE É ESTAR NELE, EU LHE CONVOCO AO ARREPENDIMENTO, A ALMA CANSADA SÓ ENCONTRARÁ DESCANSO EM CRISTO.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

José Perdoa seus Irmãos - Gn 42

INTRODUÇÃO:

Gostaria de fazer algumas perguntas incômodas: Você se lembra do que seria melhor esquecer? Quando alguém lhe faz algum mal, você permite que o Espírito de Deus apague esta ofensa? Ou se agarra a um ressentimento, acrescenta o nome da pessoa a sua lista negra e espera pela oportunidade certa para se vingar? Essas perguntas, José teve que enfrentar.

EXPOSIÇÃO:

FOME EM CANAÃ

Conforme a interpretação do sonho estava acontecendo – fome e escassez em todo lugar. Apenas no Egito havia alimento.

A fome chega em Canaã e atinge a família da aliança (vs. 1-3). Então, Jacó mandou todos os seus filhos para o Egito, exceto Benjamim (filho de Raquel).
Aqueles homens não sabiam que o irmão que eles venderam como escravo a mais de 20 anos era o primeiro-ministro do Egito. Tudo que sabiam era que deveriam obedecer as ordens do pai para trazer alimento.

O ENCONTRO COM JOSÉ

Sendo assim, os 10 filhos de Jacó vão para o Egito e ao chegar lá são introduzidos na presença do governador do Egito (vs. 5-9). O relato bíblico nos diz: “José reconheceu-os, porém não se deu a conhecer”.

E, não havia razão para os irmãos reconhecerem José. Muitos anos haviam se passado, ele não usava barba, falou com eles em egípcio. Aos olhos dos seus irmãos, ele era apenas um oficial egípcio.

Além disso, José lhes falou asperamente (vs. 7). Embora estivesse conversando com seus irmãos, a poeira de 20 anos foi soprada de sua memória, e ele se lembrou de seus sonhos passados (vs. 9).

Talvez tenha sido tentador pra José revelar-se naquele momento e lembrar-lhes de seus sonhos. Sonhos pelos quais zombaram dele e o odiaram. Mas, José não o fez.

José faz a mesma acusação 3 vezes dizendo: “vocês vieram nos espiar” (vs. 9, 12, 14). E os filhos de Jacó tentam se explicar e a cada tentativa falam mais sobre Jacó e Benjamim. Era o que José queria saber.

JOSÉ PÕE SEUS IRMÃOS À PROVA

Há um meio de vocês provarem a sua inocência, provarem que estão dizendo a verdade: “tragam-me seu irmão mais novo” (vs. 15), disse José.

Depois de propor este plano, José colocou todos na prisão durante 3 dias. No terceiro dia, José alterou o plano e disse que ficaria apenas um deles como refém, os outros poderiam voltar a Canaã para buscar o irmão mais moço (vs. 18-20).

Depois disso, acontece algo muito interessante – os irmãos de José são despertados do seu pecado do passado. A consciência cauterizada começa a ser ativada (vs. 21 – 24).

Na língua original, o nós na conversa deles é enfático: “Nós somos culpados, nós lhe vimos a angustia da alma e nós não lhe acudimos”. O crime cometido contra o irmão já tinha mais de 2 décadas, mas eles ainda sentiam a angustia da ação, o tempo não apaga a angustia, a culpa, o medo pelo pecado que fora cometido.

Antes de partirem, José cumpriu um ato de graça (vs. 25-28). Os irmãos de José ficaram surpresos quando na primeira parada para descanso, verificaram que o dinheiro de cada um deles estava na boca dos respectivos sacos. E, ao invés de se alegrarem, ficaram como medo (vs. 28). Eles não apenas sentem o peso da culpa, mas sentem também a mão de Deus nisso tudo. Ou seja, a perspectiva está mudada.

LIÇÕES PRÁTICAS:

A Passagem do Tempo Não Apaga Uma Consciência Culpada.

Os irmãos de José não sabiam que ele estava vivo, tudo o que sabiam é que estavam passando por aflição e de repente, lembram-se da aflição que haviam causado ao irmão há mais de 20 anos atrás.

A Passagem do Tempo Não Apaga Uma Consciência Culpada. A dor se arrasta - mesmo depois que todos na família cresce; mesmo depois que certas coisas feitas em segredo não são percebidas por ninguém; mesmo depois que um ato não foi considerado crime por um tribunal; mesmo depois que o divórcio foi homologado e você foi embora, sem justificativa bíblica.

Assumir a Responsabilidade pala Culpa Pessoal é o Caminho do Perdão.

Os irmãos não culparam o pai por ser passivo. Não culparam José, por ser orgulhoso ou favorito. Não diminuíram o erro alegando que eram jovens demais. Eles usaram o pronome adequado quando concordaram juntos: “nós somos responsáveis”.

Para que você receba o perdão cometido no passado é preciso reconhecer-se culpado, assumir a responsabilidade pelo erro, esse é o caminho do perdão.

Apenas o Perdão é Capaz de Apagar Uma Consciência Culpada.

Quando cometemos um erro contra alguém, se não passarmos pelo processo necessário para redimir as coisas com essa pessoa e com Deus, nos tornamos vítima da mesma angústia que causamos na outra pessoa. Por isso, necessitamos do perdão de Deus apara que tenhamos a consciência tranquilizada, pacificada (Sl. 32: 3, 4).

O Perdão é Um Ato da Graça de Deus Através de Jesus Cristo.

Os irmãos de José não mereciam nenhum cereal, nenhum dinheiro. Mereciam castigo, em vez disso receberam liberdade, um saco cheio de cereal e todo dinheiro de volta.

José foi gracioso e perdoador com eles, guardadas as devidas proporções, é assim que Deus faz conosco. Através de Jesus Cristo, Deus nos é favorável e perdoa as nossas transgressões e nos dar a paz, apagando a culpa em nossa consciência.

CONCLUSÃO:

Quando olhamos para a vida de José percebemos um caráter perdoador. Isso só foi possível porque José andava com Deus, ele não tinha uma lista negra, ele perdoava.


IRMÃOS, nós que estamos em Cristo, andamos com Deus. Sendo assim, devemos fazer todo esforço necessário para perdoar e ter paz com todos os homens. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

DEUS EXALTA JOSÉ PARA PROVIDENCIAR SALVAÇÃO AO MUNDO - Gn 41

Introdução:

As experiências de José até agora foram bem difíceis. Ele pode ter sido o filho favorito, mas sua vida foi cheia de decepções, maus tratos e rejeição, de medo e falsas acusações, de escravidão e abandono.

No capítulo anterior observamos José sozinho na prisão. Agora já se passaram dois anos em que José permaneceu esquecido na masmorra.

Acredito que os dois anos não foram nem estimulantes, nem agitados para José. Mesmo por que, quando estamos esperando alguma coisa, parece que nada acontece, é só espera, espera e espera.

Mas, embora tenhamos essa impressão, há muita coisa ocorrendo. Os fatos ocorrem separadamente do nosso envolvimento. Além disso, estamos sendo fortalecidos, aperfeiçoados e refinados.

EXPOSIÇÃO:

OS SONHOS DE FARAÓ

O rei do Egito teve um sonho e viu nele sete vacas gordas e bonitas subindo o Rio Nilo. Em seguida viu sete vacas magras, feias e famintas que saíram do mesmo rio e devoravam as primeiras (vs. 1 – 4).

Acordou-se e voltou a dormir e sonhou novamente, agora, ele viu uma haste da qual saíram sete espigas cheias e boas. Mas, surgiram sete espigas mirradas e crestadas pelo vento que devoraram as sete espigas boas (vs. 5 – 7).

JOSÉ INTERPRETA OS SONHOS

Quando Faraó acordou, lembrou-se do sonho e ficou incomodado, por isso, chamou os magos (homens versados nos escritos sagrados e inteligentes), mas ninguém conseguia interpretar (vs. 8).

De repente uma luz acendeu na mente do copeiro-chefe (vs. 9 – 14). Quando Faraó ouviu que podia dizer-lhe o significado desse sonho, disse o óbvio: “tragam-me esse homem”.

Quando foram buscar José na prisão, ele não sabia o que lhe aconteceria. Mas, sabia que a sua aparência não estava apropriada para apresentar-se a Faraó, então, ele se barbeia (porque os egípcios não usavam barba) e coloca outra roupa.

Então, ao chegar diante do rei do Egito, Faraó diz que teve um sonho e que “segundo as suas fontes” José tem as respostas. José diz: “eu não tenho as respostas, mas, Deus tem” (vs. 15, 16).

José suportou a aflição como os olhos em Deus. Em nenhum momento percebemos José murmurando, nem uma só palavra de ressentimento em seus lábios, nenhuma acusação contra seus irmãos.

Faraó contou o seu sonho a José, depois esperou pela resposta e calmamente José interpretou o sonho (vs. 25 – 32).

Então, José explicou que os dois sonhos significam a mesma coisa. O Egito vai ter sete anos de abundancia. Depois disso virão sete anos de fome, a qual será tão intensa que as pessoas se esquecerão que houve dias de fartura.
E o tempo todo, José faz questão de afirmar a ação de Deus. Em vez de chamar a atenção para si mesmo, ele aponta sempre pra Deus.

Na sequencia, José acrescenta algumas palavras de conselho a Faraó (vs. 33 - 37) – o Egito precisava de um processo de racionamento estrito e bem organizado. Quando há fartura, come-se demais e gasta-se muito.
José disse: “você precisa de um homem que se responsabilize pela administração desses sete anos de fartura, alguém que supervisione a construção de celeiros e garante que uma parte dos cereais seja guardada. Quando a fome atacar e devastar a terra, você e seu povo poderão viver desse alimento acumulado.

JOSÉ É EXALTADO A GOVERNADOR DO EGITO

O CONSELHO FOI AGRADÁVEL A Faraó e a todos os seus oficiais: “acharíamos homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (vs. 37, 38).

José é o homem escolhido para governar, a posse de José como vice regente constitui em uma cerimônia pública (vs. 41 -44), a designação de um novo nome (vs. 45) e sua elevação a nobreza através de um casamento (vs. 46).Deus o exalta sobremaneira.

O papel de José no Egito era como o de Daniel na Babilônia – ambos aceitaram nomes pagãos sem, todavia, aceitar a religião pagã.

LIÇÕES PRÁTICAS

1.       O Sofrimento, Quando Tratado Apropriadamente, Pode Moldar Uma Vida Para Grandeza.

José suporta a aflição com os olhos voltados para Deus. As aflições de José são injustas, mas, mesmo assim, a cada dia ele confiar mais no Senhor. Este padrão de humildade e exaltação é o modelo para todos os servos de Deus (I Pe. 5: 6).

2.       O Reinado Universal de Deus Provê Alimento Para Preservação do Reino Medianeiro, Que Por Sua Vez, Tem a Palavra de Deus Que Salva as Nações.

Então, por fazermos parte do Reino de Deus, precisamos pregar a Palavra de Deus para que o pecador seja salvo em Cristo Jesus.

3.       O Soberano Deus Exalta o Seu Servo Sofredor a Realeza, Primeiro José, Mas Principalmente Jesus Cristo Com o Objetivo de Salvar o Mundo.

José nos lembra Jesus. Mas, Jesus é muito maior do que José. Jesus é o principal profeta de Deus, é a Palavra de Deus desde a eternidade.
Assim como José foi exaltado, Jesus foi exaltado à destra de Deus Pai para governar as nações como Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Assim como todos foram ordenados a se inclinar diante de José, também ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra (Fp. 2: 10).
E assim como José, com o pão, salvou muitos da morte, também Jesus, o pão da vida, salva a muitos da morte eterna. Jesus proclama: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer viverá eternamente” (Jo. 6: 51).

CONCLUSÃO:

Que possamos confiar em Deus sempre. Ele é o Senhor Soberano que tem um propósito glorioso para nós e diante das lutas e provações devemos sempre olhar para o Deus Todo-Poderoso, Ele está sempre conosco.