domingo, 12 de janeiro de 2014

O Sábado e o nosso Descanso em Cristo - Mc 2. 23-28

Introdução:

É comum às pessoas ligarem a expressão “Lei de Deus”, a um enorme fardo a que somos obrigados a carregar. Sempre que ouvimos essa expressão a associamos logo a um monte de regras ou normas que nos obrigam a fazer isso ou aquilo. Contudo, esse não foi o propósito de Deus ao nos dar a sua lei.

Hoje veremos que a lei de Deus e, especificamente, o 4º mandamento (ou a guarda do Dia do Senhor) visava o bem do homem. Veremos também o que acontece quando a lei de Deus é mal compreendida, e por fim, veremos para onde apontava originalmente o sábado, ou Shabat.

Elucidação:

Após explicar aos fariseus às razões pelas quais os seus discípulos ainda não jejuavam (como vimos no último sermão), Jesus atravessa uma plantação de milho num dia de sábado (provavelmente em direção a sinagoga da cidade), no meio do caminho os seus discípulos passam a colher espigas para se alimentar, então vemos Jesus envolvido em mais uma controvérsia com os fariseus, desta feita sobre o 4º mandamento. É o que observamos (V. 23, 24).

“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?”

I- QUAL É O PROPÓSITO DO 4º MANDAMENTO?

Assim como nos dias de Jesus, existe muita confusão e dúvida sobre o 4º mandamento entre os próprios cristãos. Há aqueles que afirmam que esse mandamento fazia parte da lei cerimonial. Contudo, se dissermos que esse mandamento faz parte da lei cerimonial, e que, portanto, não tem validade para os nossos dias, estaremos quebrando a unidade da lei de Deus. Além do mais, alguém poderia manipular a interpretação dos outros nove mandamentos e dizer que eles também foram cerimoniais e restritos aos israelitas na antiga aliança.

Existem outros que afirmam que todos os dias são santos por serem criados por Deus, portanto você é quem deve dizer qual dia você terá um tempo disponível para adorar a Deus. De acordo com essa visão você só adora a Deus quando tem tempo. Contudo, não é isso que o mandamento claramente nos ensina. O mandamento nos fala de um dia determinado por Deus e que visava o descanso das demais atividades. O 4º mandamento faz parte da lei moral de Deus, na nova aliança o dia pode ter sido mudado, mas como afirma Joseph Pipa, “dia mudado, mas obrigação não mudada”.

Contudo, será que isso significa que os cristãos estão obrigados a andar somente um Km durante o domingo? Ou que os cristãos não podem nem se alimentar nesse dia?

Voltando ao nosso texto, vemos que os fariseus estavam acusando os discípulos de estarem fazendo uma colheita no dia de sábado, o que a lei proibia:

“Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega”. (Êx 34. 21).

Contudo, os discípulos não estavam quebrando a lei de Deus, eles não estavam fazendo uma colheita, uma colheita era feita com uma foice. Eles estavam tirando com as mãos e comendo, o que era permitido pela lei:

“Quando entrares na seara do teu próximo, com as mãos arrancarás as espigas; porém na seara não meterás a foice”. (Dt 23. 25).

Nos (V. 25, 26), Jesus não justifica o comportamento dos discípulos à parte da lei de Deus, mas demonstra um conhecimento e uma aplicação profunda da Lei em todas as circunstâncias:

“Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?”.

Aqui, nós destacamos dois fatos interessantes:

1- É que Jesus diz “Nunca lestes?”, isso era uma afronta aos fariseus que se julgavam mestres da lei.

2- É que quando Jesus cita o caso de Davi, que de certa forma quebrou a lei num dia de sábado, quando comeu dos pães que só os sacerdotes podiam comer, ele estava se igualando a Davi, o que também era uma afronta aos judeus.

No (V. 27) Jesus nos fala do propósito do 4º mandamento:

“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”.

Os fariseus estavam tão cegos (assim como muitos hoje) que não conseguiam entender que o propósito original de Deus ao estabelecer um dia de descanso em sete, visava primordialmente o bem estar físico e espiritual do homem. Jesus nos lembra desse propósito estabelecido em Gn 2. 2,3:

“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. 

Deus não queria que o homem fosse um escravo do trabalho, um materialista, idólatra e avarento. Dentro do 4º mandamento nós podemos enxergar a graça de Deus ao nos proporcionar repouso para o nosso corpo, mente e alma.

II- JESUS E O SÁBADO (V. 28).

“de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

Se os judeus ficaram enfurecidos com o fato de Jesus se comparar a Davi, imagine como não devem ter ficado ao ouvirem Jesus se dizer Criador do sábado!
É como se Jesus tivesse dito: eu estava lá quando o sábado foi criado, eu sei qual é a função original dele.

Jesus é o alvo para onde aquele descanso sabático apontava. Nas palavras do reformador João Calvino:  na antiga aliança “esse dia foi uma sombra porque continha a observação meramente exterior do dia”.

Em Cristo, o shabat tem um significado mais profundo.

1- Com a ressurreição do Senhor no primeiro dia da semana, esse dia foi mudado para o domingo, que é o sábado cristão. Frequentemente, os sabatistas acusam os cristãos reformados de adulterar o 4º mandamento, e dizem que foi o Imperador Constantino quem instituiu a guarda do Domingo em 321 d.C.

Contudo, a lei que Constantino promulgou proibindo o comércio no Dia do Senhor em todo o império romano, apenas refletia uma prática observada pela igreja do NT. Basta conferirmos as referências em At 20. 7; 1 Co 16. 2, além do fato de o dia de pentecostes ter sido nesse dia. Por isso que João no apocalipse (1. 10) se refere a esse dia como o “dia do Senhor” – uma referência clara ao Senhor Jesus Cristo.

2- Em Hebreus 4, o sábado tem mais uma vez o seu sentido enriquecido. Ele simboliza o descanso do povo de Deus em Cristo, a paz em que vive o crente por haver sido perdoado. O descanso prometido e prefigurado no antigo pacto é finalmente alçando na ressurreição de Cristo, "O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4:24).

Aplicação:

1- A LEI DE DEUS É UMA DÁDIVA DA SUA GRAÇA. Como vimos, a lei de Deus não é um fardo, nem tão pouco restritiva. Ela é protetora, ela visa o nosso bem, ela não salva, mas aponta para quem pode nos salvar.

2- O LEGALISMO NOS CEGA DO VERDAEIRO SENTIDO DA PALAVRA-LEI DE DEUS. Todo legalismo é exclusivista. Infelizmente, nós não encontramos legalismo apenas nas seitas, mas muitas vezes o que divide a igreja do Senhor no Brasil e no mundo é o legalismo (a prova disso são as divisões que existem por conta do Dia do Senhor).

3- SÓ ENCONTRAREMOS O DESCANSO VERDADEIRO EM CRISTO. Ele disse: Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”!







quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SUPERANDO A INJUSTIÇA-Gn 40

INTRODUÇÃO:

Vítima. Ouvimos muito essa palavra hoje em dia. Compreendo que muitos recorrem a ela irrefletida e frequentemente. Há alguns, que afirmam ser vítimas, sem levar em conta a verdade da própria história.

Mas, há histórias de pessoas que sofreram graves abusos, e outras que foram vítimas de grandes injustiças. Uma esposa que foi abandonada ou vítima de abuso, uma criança, negligenciada ou molestada. Um marido, abandonado subitamente por uma mulher que queria seguir seu próprio caminho e não desejava mais a família. Indivíduos têm sido presos injustamente e mais tarde condenados.

Diante de circunstancias semelhantes, como devemos agir na condição de Cristãos? É o que desejamos responder nesta noite.

EXPOSIÇÃO:

Observamos no capítulo anterior que José foi preso injustamente, pois, foi acusado falsamente pela mulher de Potifar. Mas, na cadeia Deus era com José. Quando José estava preso e ainda naquela condição, Deus o fez prosperar (Gn. 39: 21-23).

Então, nos diz a Bíblia que o copeiro-chefe e o padeiro-chefe foram detidos no mesmo local em que José estava (vs. 1-3).

O copeiro era a pessoa que experimentava o vinho e a comida do Rei – essa função levava-o a tornar-se amigo do rei, muitas vezes seu conselheiro.

O  padeiro também era alguém de confiança, porque qualquer coisa que preparasse ia para a boca do rei egípcio.

Não sabemos o que aconteceu exatamente, mas ambos foram detidos e estavam esperando a sentença de Faraó.

O SONHO DO COPEIRO E A INTERPRETAÇÃO

Nos versículos 4-7 nos diz que ambos sonharam e estavam tristes. Acredito que naquela situação, se tinha alguém como motivo para estar triste este era José.
Mas, José demonstra preocupação com os seus colegas de masmorra e questiona o motivo da tristeza deles. E eles dizem, tivemos um sonho e não há quem possa interpretar (vs. 8). José afirma que a interpretação pertence a Deus.

Os sonhos relatados na história de José demonstram o controle soberano de Deus, inclusive na vida dos ímpios e de nações pagãs.

Vejamos os versículos 9 -11, este é o significado disse José (vs. 12 -15). A humanidade de José emergiu aqui, ele sabia que algumas vezes um prisioneiro era solto porque conhecia a pessoa certa e faz um pedido ao copeiro.

O SONHO DO PADEIRO E A INTERPRETAÇÃO

Observemos os versículos 16, 17 – o que significa isso? disse o padeiro. José responde, embora a interpretação fosse muito dura. José é integro e fala a verdade para o padeiro. Não estava querendo ganhar amigos, ele representava Deus (vs. 18, 19).
E foi exatamente isso que aconteceu, os acontecimentos que envolviam os dois homens ocorreram precisamente como José havia dito (vs. 20-22).

JOSÉ É ESQUECIDO PELO COPEIRO

Quando as coisas aconteceram de acordo com o que José havia profetizado, ele deve ter pensado: “chegou a minha vez, agora serei solto!” Mas, não foi isso o que aconteceu. 

Embora, nada tivesse feito de errado, só tivesse dito a verdade e pedido especificamente que se lembrassem dele, o que prevaleceu foi o silêncio. As expectativas de José se desfizeram (vs. 23).

LIÇÕES PRÁTICAS:

1. QUANDO AMAMOS A DEUS, EMBORA AS COISAS PAREÇAM DESMORONAR, PODEMOS SER SENSÍVEIS A ALGUÉM NECESSITADO.

Mesmo na prisão, e sofrendo injustamente, José demonstra preocupação com o sofrimento alheio. José é um grande exemplo para nós cristãos.

2. NAS INJUSTIÇAS QUE SOFREMOS, DEUS ESTÁ CUMPRINDO O SEU BOM PROPÓSITO EM NÓS.

Na verdade, quando somos injustiçados, ficamos insatisfeitos, irados, queremos justiça, queremos “dar o troco”. Quando pensamos assim, ficamos presos, nos tornamos reféns de sentimentos ruins.
Mas, precisamos olhar pela ótica da soberania de Deus. Ele tem um bom propósito em tudo isso que sofremos. Vejamos o que diz a palavra de Deus (Is. 58: 8,9; I Pe. 2: 20).

3. COLOCAR NOSSA CONFIANÇA NAS PESSOAS NOS LEVARÁ A DECEPÇÃO, CONFIAR EM DEUS É A MELHOR FORMA DE SUPERAR AS INJUSTIÇAS.

Quando confiamos nas pessoas e somos desapontadas, nos desiludimos e o próximo passo é o ceticismo. Devemos confiar sempre em Deus, quando fazemos isso, as mais simples mensagens de Deus acalmam nosso espírito.

4. A SEMELHANÇA DE JOSÉ, JESUS CRISTO CONHECEU O TRATAMENTO INJUSTO E MESMO SENDO INOCENTE FOI CONDENADO PELOS NOSSOS PECADOS.

Devemos louvar a Deus por seu propósito salvador em nossas vidas. A você que ainda não é crente em Jesus, pondere sobre o sacrifício de Cristo na cruz e entregue-se totalmente ao Senhor nesta noite.

CONCLUSÃO:

Meus irmãos, é no sofrimento e injustiças que Deus nos dá suas melhores mensagens. É o que C. S Lewis chama de o “megafone de Deus”. No livro: O problema do sofrimento, ele diz: “Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossos sofrimentos”.

DEUS INCLUI NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO PESSOAS FALHAS-Gn 38

INTRODUÇÃO:

Na semana anterior, observamos José sendo vendido a uma caravana de ismaelitas que iam para o Egito, que por sua vez vendeu José aos egípcios.
Então, o narrador faz uma pausa na história de José e passa a falar sobre a história de seu irmão Judá.

ELUCIDAÇÃO:    
    
Judá era alguém endurecido e cobiçoso. Foi Judá quem disse aos seus irmãos: “Vinde, e vendamo-lo” (Gn. 37: 26, 27).

Judá não deu a menor importância à promessa de Deus a Abraão (Gn. 12: 2, 3), ele não dava importância para as promessas de Deus nem para sua família. A liderança de Judá entre seus irmãos gerou a perda de um irmão e a tristeza de seu pai por um longo período.

EXPOSIÇÃO:

O versículo 1 começa mostrando que Judá abandona voluntariamente a casa de seu pai para fazer amizade com os cananeus. Enquanto que, José foi levado a força da casa de seu pai e irmãos.

O primeiro amigo cananeu de Judá é Hira, que mora na cidade de Adulão. Logo Judá vê uma cananéia atraente e casa-se com ela. Ele desconsidera a história e orientação de seus pais Abraão e Isaque (Gn. 24: 3; 28: 1). Judá casa-se com uma cananéia.

Fruto de seu casamento com esta anônima Cananéia, Judá tem três filhos: Er, Onã e Selá (vs. 3-5). Depois que seus filhos se tornam adultos, Judá tomou por esposa para o seu primogênito, uma mulher chamada Tamar (vs. 6).
Mas, por causa da perversão de Er, Deus o mata. A morte de Er, deixa Tamar viúva e sem filhos. Se ela continuar sem filhos, é provável que termine desamparada.

Então, Judá ordena a seu filho Onã que possua a mulher de seu irmão para que lhe suscitasse descendência, ou seja, cumpre o levirato – esse costume do Oriente Próximo seria mais tarde codificado como lei para Israel (Dt. 25: 5, 6).

Conforme o versículo 8, Judá não está ordenando a Onã que se case com Tamar; só está lhe dizendo: “possui a mulher de teu irmão”. Judá parece não se importar com o bem-estar de Tamar. Ele nunca se refere a ela pelo nome, Tamar. Só está preocupado em obter descendência para o seu falecido filho.
No versículo 9, fica evidente que Onã era um indivíduo ganancioso e maligno. Ele não pretende gerar um filho para o seu irmão mais velho, pois esse filho seria considerado mais velho, teria direito a porção dobrada das propriedades de Judá.

 Assim como está, Onã é o herdeiro da porção dobrada. Para evitar a gravidez, ele pratica o coito interrompido toda vez que tinha relação sexual com Tamar.
O Senhor tira a vida de Onã por ter ele se recusado a cumprir a sua obrigação para com Tamar e o seu falecido irmão (vs 10). Em última análise, o pecado de Onã é que sua ganância lhe fez desafiar o plano de Deus para a família de Abraão.
Então, agora resta a Judá apenas um filho. O que fazer? Entrega-lo em casamento cumprindo a lei do levirato ou não?
O problema é que Judá não percebe que foi Deus quem tirou a vida dos seus dois filhos. Ele acha que Tamar é a culpada pelas mortes e não pretende arriscar com ela o terceiro filho (vs. 11).

O próximo ato desse drama tem inicio no versículo 12, Será já é homem feito e Judá não o deu a Tamar, a qual continua largada na casa de seu pai.
Mas, surgem alguns problemas: Selá terá dificuldades para se casar, além disso, morre a mulher de Judá, é um beco sem saída – com a perspectiva da morte da linhagem de Judá.

Ao terminar o período de luto, Judá sobe aos tosquiadores de suas ovelhas. “o trabalho da tosquia de ovelhas era pesado e acompanhava-se de uma grande festa, célebre pela alegria e pela abundante bebida de vinho” – Steven Mathewson, Exegetical Study of Genesis.

Ao se certificar de que Judá lhe mentiu ao lhe prometer Selá, Tamar entra em ação para assegurar o seu direito a um filho da família de Judá (vs. 13, 14).
Seu plano é arriscado, pois pode lhe custar a vida. Ela coloca um véu e se finge de prostituta junto ao caminho por onde Judá estava viajando, ela tentará enganar Judá, aquele que lhe havia enganado (vs. 15).

Nos versículos 16 e 17, Tamar exige uma garantia de que receberá a recompensa pelo “serviço” prestado a Judá. O selo, em forma de carimbo ou cilíndrico, era a marca de identificação de Judá, O cajado, era um símbolo de autoridade. Então, Judá entrega a Tamar objetos de identificação pessoal como garantias de um pequeno bode.

Realizado o acordo, eles coabitam e ela engravida de seu sogro Judá. Então, Tamar volta para casa de seu pai (vs. 18, 19).
Judá quer de volta os seus objetos de identificação pessoal e ao tentar reavê-los, não encontra a suposta prostituta (vs. 20-23). Judá preocupa se somente com a sua reputação, ele não quer servir de chacota para a população local. Todavia, não tem o menor interesse no contínuo vexame que Tamar sofre como viúva sem filhos na casa de seu pai.

No versículo 24, só pelo que ouviu, Judá ordena que a tirem para fora de cidade e a queimem, ele exige uma morte cruel.

Tamar espera até ao último instante para se defender (vs. 25). Agora Judá cai em si e declara publicamente a inocência de Tamar, bem como, a sua culpa (vs. 26). Isso é o começo da transformação de Judá.

De acordo com versículo 27, os gêmeos lutavam dentro dela, semelhantemente Esaú e Jacó dentro de Rebeca.
Ainda nos versículos 28-30, percebemos a parteira admirada, pois a criança que deveria ser a segunda, de algum modo passou a frente da primeira.

LIÇÕES PRÁTICAS:  
                                             
1.       Deus Está no Controle, Mesmo Quando Ele Parece Estar Ausente.
Deus castigou os malignos Er e Onã, os quais desafiaram os planos divinos de salvação. Mas, abençoou com filhos a Tamar, a obediente mulher cananéia. Assim, Deus continuou a linhagem da família de Judá, da qual resultaria no nascimento do nosso Salvador Jesus cristo.

2.       Deus Pode Realizar o Seu Plano de Salvação Mesmo Pela Desobediência e Artimanha Humanas.
A narrativa de Judá e Tamar garantiu a Israel que Deus pode concretizar o seu plano de salvação mesmo diante da desobediência de Israel e o embuste de uma mulher cananéia. Eles viram a linhagem da família de Perez chegar ao apogeu na décima geração com o rei Davi para um ápice ainda mais alto, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

3.       Deus na Sua Graça, Inclui Pecadores na Genealogia do Messias (Mt. 1: 3-17).
Todas as quatro mulheres são estrangeiras: Tamar era cananéia; Raabe era cananéia; Rute era moabita e Bate-Seba era provavelmente hitita. Mas, Deus inclui todas as quatro mulheres na sua família da aliança. E não só isso, todas as quatro tiveram a honra de ser ancestrais do Messias de Israel.

CONCLUSÃO:

Graças a Deus que realiza o seu glorioso plano de salvação, apesar de nós que somos pecadores.
Deus salva o pior dos pecadores e o inclui no seu propósito salvador, você que nos ouve nesta noite também pode ser salvo em Cristo Jesus.







A AÇÃO SOBERANA DE DEUS NO PLANO DA SALVAÇÃO-Gn 37

INTRODUÇÃO:

É inegável a realidade das tribulações na vida dos crentes, Jesus afirmou: “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo, eu venci o mundo”.
Todo aquele que se converte a Jesus e deseja viver de forma agradável ao Senhor, enfrentará dificuldades, obstáculos, tentações e provações.
A vida em Cristo exige de nós determinação em obedecer a Deus, sem nos esquecer de que a cada dia nós precisamos confirmar nossa eleição e vocação.

EXPOSIÇÃO:    
       
A primeira coisa que o autor nos diz sobre José é que ele tinha 17 anos, era aprendiz de pastor e delatava seus irmãos (vs. 2).
José é o filho de Raquel, mulher preferida de Jacó. Então, levado pelo favoritismo “fez uma túnica talar de mangas compridas” (vs. 3). A túnica era uma vestimenta especial, era um traje real (2 Sm. 13: 18). Com este presente, Jacó está nomeando José como governador sobre sua família.

O ÓDIO DOS IRMÃOS DE JOSÉ

Os irmãos de José não suportaram isto, e não queriam nem falar com José, nem uma saudação pacífica (vs. 4).

Porém, o sentimento que era ruim ficou ainda pior (vs. 5). José manifesta o seu orgulho quando insiste em contar um sonho específico aos seus irmãos (vs. 6, 7). Acredito que mesmo hoje esse não é o tipo de sonho que gostaríamos de contar aos nossos irmãos mais velhos.

Os irmãos entendem muito bem o sonho e questiona José (vs. 8). Mas José não para por aí. Ele tem um segundo sonho, semelhante ao primeiro e conta ao seu pai e irmãos (vs. 9) – o sol é o pai Jacó, a lua é a madrasta Lia, e as 11 estrelas são os 11 irmãos, todos eles se inclinarão diante de José.

Mas o ódio dos irmãos crescia ainda mais: “seus irmãos lhes tinham ciúmes” (vs. 11). Por três vezes o narrador menciona o ódio crescente dos irmãos para com José, a ênfase do narrador sugere que podem procurar vingança.

No versículo 12, somos informados que os irmãos foram apascentar o rebanho do pai em Siquém, devemos lembrar que, Siquém é um lugar perigoso para os filhos de Jacó, pois, foi em Siquém que eles vingaram o estupro de sua irmã Diná. Jacó está preocupado com o bem estar deles.
Sem se importar ou sem saber do ódio que os irmãos tinham em relação a José, Jacó ordena que o mesmo vá até Siquém para saber o que está acontecendo (vs. 14).

José, inicialmente não encontra seus irmãos, mas, um estranho percebe que José está procurando algo ou alguém e lhe pergunta: “que procuras?” e José responde; “Meus irmãos, onde apascentam eles o rebanho?”
O homem ouviu os planos deles e respondeu: “foram-se daqui, pois ouvi dizer: vamos a Dotã” (vs. 17). José vai a procura deles.

Com o versículo 18, a perspectiva muda-se de José para seus irmãos. Esse novo cenário nos coloca no território deles e nos permite ouvir suas conversas (vs. 19, 20). Então, eles pretendem matar José.

Nesse ponto, Ruben, interfere. Não concorda com o homicídio, mesmo porque o sangue derramado “clama da terra” a Deus (Gn 4: 10). Ruben argumenta com eles, versículo 22. Ruben pretende socorrer José mais tarde a fim de restitui-lo ao seu pai.

Para a felicidade de José, os irmãos seguem o conselho de Ruben. Versículos  23, 24 – vejam que antes de jogarem José na cisterna, eles o despem do traje real, destituem José de sua posição especial de próximo governante da família.

Mas, pela providência de Deus, a cisterna está vazia e José continua vivo, pois, ele não se afoga no poço de coletar agua. Contudo, José está preso numa cisterna que geralmente tinha entre 2 e 6 metros de profundidade.

JOSÉ É VENDIDO PARA OS ISMAELITAS

Na sequencia, os seus irmãos sentam-se para comer como se nada tivesse acontecido (vs. 25-27), é quando eles veem uma caravana ismaelita que vai para o Egito, isso despertou uma ideia em Judá, ou seja, vender José aos ismaelitas. A proposta de Judá recebeu o apoio de seus irmãos.

Conforme o versículo 28, os irmãos de José o venderam para os midianitas (outro nome para ismaelitas) por 20 ciclos de prata (era o preço médio de um escravo na Antiga Babilônia).

Então, o filho amado de Jacó é levado para o Egito como escravo. Mas, esse ato maligno de seus irmãos desencadeará o plano de Deus pelo qual José virá a ser governador do Egito, e que os seus irmãos de fato, se inclinará perante ele.

Quando Rúben procura José e não encontra, fica desesperado (vs. 30), pois sendo o irmãos mais velho, é responsável por José. Que dirá ele ao pai?
Os irmãos decidem enganar o idoso pai (vs. 31, 32), ironicamente, os filhos de Jacó procuram enganar o velho pai, exatamente como Jacó anteriormente usara as vestes de seu irmão e dois cabritos para enganar Isaque.

Percebe-se no versículo 33 que os filhos de Jacó conseguiram enganá-lo, as palavras de Jacó são breves e cheias de dor. Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de panos de saco e lamentou o filho por muitos dias.

Mas isso não é o fim da história. O narrador termina essa trágica narrativa com uma palavra de esperança (vs. 36), ou seja, José não morreu, ele está no Egito. Embora tenha passado a ser escravo, é escravo de um dos oficiais de Faraó.

APLICAÇÃO:
1.       Não Importa Quão Difíceis São As Circunstâncias, Deus Está no Controle.

Mesmo diante das injustiças sofridas por José, Deus está no controle e trabalhando para cumprir o seu plano de salvação na vida do seu povo.
Então, quando enfrentamos dias difíceis não devemos nos revoltar, precisamos saber que Deus está no controle e trabalhando em nós para que alcancemos a perfeita varonilidade, Ele está forjando em nós o caráter de Cristo, e vai levar a cabo seu plano salvador em nós.

2.       A Vida de José, Prefigura a Vida de Jesus Cristo.

Vejamos alguns paralelos entre José e Jesus – A) assim como os irmãos de José conspiraram contra ele para o matar. Também os irmãos de Jesus, os sumo sacerdotes e os anciãos, deliberaram prender Jesus, à traição, e mata-lo (Mt. 26: 15). B) Assim como os irmãos de José o venderam por 20 siclos de prata, também Judas vendeu Jesus por 30 moedas de prata. C) assim como os irmãos de José o entregaram aos gentios, também os irmãos de Jesus o entregaram ao governador Pilatos. D) assim como José sofreu em silêncio, Jesus também sofreu em silencio.

Mas Jesus é maior do que José. Jesus é o filho Unigênito de Deus que não somente se fez servo e sofreu humilhação e escárnio. Ele morreu e ressurgiu para salvar o povo de Deus da morte eterna causada pelo pecado.

CONCLUSÃO:

Mesmo quando parece que o mal governa o dia, Deus está no controle. Deus usa as circunstâncias para realizar o seu plano de salvação.

Então, podemos sempre confiar em Deus. Para finalizar, vamos observar a Palavra de Deus em Romanos 8: 18, 28.



DEUS CONTINUA PRESERVANDO SEU PACTO COM A FAMÍLIA DA ALIANÇA- Gn 35: 16 – 22

INTRODUÇÃO:  
                                
No sermão anterior, tratamos sobre o renovo da aliança com Deus na vida de Jacó, percebemos que Jacó volta-se para o Senhor com toda a sua família e servos.

ELUCIDAÇÃO:

O texto que lemos mostra-nos que a antiga geração está se dissipando em preparação para a próxima. O autor sacro antecipa esta mudança, inserindo uma genealogia dos filhos de Jacó segundo seus direitos de primogenitura.

Isto é apropriado porque a cena se abre com o nascimento de Benjamim, que é o último filho de Jacó. O segundo evento constitui o passo em falso do primogênito de Jacó, Rúben.

EXPOSIÇÃO:

Viagem a Efrata: Morte de Raquel e Nascimento de Benjamim (vs. 16 – 20).

O nascimento de Benjamim completa as 12 tribos (vs. 16). Diante da triste realidade da morte, Raquel recebeu o conforto de que Deus respondera sua oração em favor de mais um filho.
Ao nascer o filho, o nome veio relacionado a circunstância, Benoni – “filho de minha dor”. Mas, Jacó lhe chamou Benjamim – “filha da mão direita”, símbolo de poder e proteção.
Desta forma, morre a Matriarca Raquel, esposa amada de Jacó, e foi sepultada no caminho de Efrata que é identificada com Belém (I Sm 17: 12; Mt. 2: 18).

Em Migdal Eder: Incesto de Rubén (vs. 21, 22).

Ruben comete incesto com o objetivo de satisfazer sua lascívia, bem como, confirmar sua liderança como primogênito sobre a próxima geração. “De acordo com a cultura do antigo Oriente Próximo, ao tomar a concubina de seu pai, Rúben está tentando apoderar-se da liderança de Jacó” Bruce Waltke.
Pelo seu pecado, Ruben, primeiro filho de Lia, é privado da liderança (Gn 49: 3, 4). Judá, quarto filho de Lia, a assumirá.

Com a conclusão dos 12 filhos, são listados num catálogo sucinto. São apresentados primeiramente com base na categoria social das esposas de Jacó e então pela idade.

APLICAÇÃO:

1.      Não Obstante as Perdas e Ganhos na Família da Aliança, Deus Continua Fiel.

A associação de nascimento e morte neste texto que expomos revela de forma clara a fidelidade de Deus na continuação e sustentação de sua aliança com a semente santa. Uns morrem, outros nascem e Deus continua fiel.

2.      Não Obstante o Pecado de Rubén, Deus Continua Gracioso.

A glória de Deus consiste em sua graça. Deus traz julgamento em ralação a Rubén, ele não será o mais excelente, Judá desfrutará das bênçãos espirituais da aliança. Contudo, mais tarde Deus fará que os filhos sejam aptos para a aliança por meio da fome.

CONCLUSÃO:

Meus irmãos, Deus é quem preserva seu pacto conosco, e o faz muitas vezes de forma unilateral.
A isso nós chamamos de graça, é Deus quem nos sustenta, pois somos pecadores, porém, o Senhor nos salvou e fez uma aliança conosco através do sangue puro de Jesus Cristo. O seu pacto conosco é eterno.
Por isso, exaltamos a Deus por todas as suas bênçãos, precisamos também compreender as implicações de estar no pacto, viver para agradar a Deus.



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Jejum: tempo de sorrir e tempo de chorar - Mc 2. 18-22

Introdução:

Os preparativos para um casamento são, com certeza, momentos muito emocionantes na vida de duas pessoas. Quando digo emocionante, não falo apenas de alegria, mas também de stress, de choro, de ansiedade, raiva, decepção etc.

O texto que lemos, nos fala sobre esse momento de preparação para o casamento. Se nos recordarmos um pouco, e voltarmos alguns versos, veremos que que no último sermão que pregamos aqui, Jesus e os seus discípulos estavam em um banquete, o banquete foi realizado na casa de um dos seus novos discípulos – Mateus ou Levi.

De certa forma, os discípulos de Jesus viviam em festa, Jesus não recusava convites para um banquete. No início do seu ministério ele foi a uma festa de casamento (Jo 2), estava sempre comendo com aqueles que eram considerados pecadores pelos fariseus. A questão é, por que Jesus agia desse modo? Qual era o motivo para a festa?

No (V. 18) vemos o questionamento dos fariseus:

Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?

A preocupação dos fariseus não era com a suposta falta de espiritualidade de Jesus e dos seus discípulos, mas sim a questão de manter os rituais, pois a essencia da religião deles era o ritualismo.

Provavelmente, segundo Mattew Henry, esse fosse o dia em que os fariseus costumavam jejuar (já que jejuavam das vezes por semana Lc 18. 12).
A resposta de Jesus aos fariseus é o que dará o tema do meu sermão esta noite:
I – O motivo da alegria dos discípulos (V. 19).
Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar.

Com essa resposta, Jesus compara a sua presença na terra com uma festa de casamento. As Escrituras por diversas vezes comparam o relacionamento de Iavé com o seu povo e de Cristo com a igreja com um casamento (Is 50. 1; 54. 1; 62. 5; Mt 25; Ef 5. 32).

O que Jesus estava dizendo é que os seus discípulos não tinham motivo para jejuar, pois a chegada do Reino, bem como a presença do Noivo eram o cumprimento das profecias do AT.

Para os discípulos de João, que ainda não estavam cientes da presença do Noivo era perfeitamente compreensível que eles jejuassem, pois eles aguardavam o Messias. Para os fariseus era uma questão de mero ritualismo, mas para os discípulos de Jesus era tempo de sorrir.

Aplicação:

Meus irmãos, a vida cristã não é só de lutas e de tristezas, há momentos de gozo. Há vitórias, há casamentos, há nascimentos, há vida. O culto dominical é onde ensaiamos para o nosso encontro com o Noivo. Na igreja nós temos a oportunidade de termos comunhão, há batismos, profissão de fé, amizades verdadeiras, jantares comunitários, alegria.

Contudo, nós não somos triunfalistas. Não acreditamos em jargões do tipo “crente só vive alegre” ou “o melhor de Deus ainda está por vir”. Sabemos que a vida cristã tem também momentos de choro.

II- Tempo de chorar (V. 20).

Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão.

Há espaço para o jejum na igreja hoje?

Antes de responder a essa pergunta precisamos definir o que é jejum:

Jejuar é simplesmente abster-se de alimento, ou de alimento e água por algum tempo.

Na igreja moderna existem ideias equivocadas sobre o que seja o jejum. Existem aqueles que imaginam que o jejum é uma maneira de forçar a Deus a fazer aquilo que eu desejo.

Qual deve ser o objetivo do Jejum?

Ronald Hanko resumiu muito bem a ideia bíblica do jejum, ele disse: “Jejuamos com o objetivo de negar a carne, e nos entregar totalmente às coisas espirituais”.

John Piper definiu muito bem o jejum como sendo uma “fome por Deus”.

Com certeza, existe um lugar para o jejum na igreja de hoje. Embora a lei só tenha prescrito uma ocasião para o jejum (no dia da expiação Lv 16. 29- 34). O jejum tornou-se uma prática da espiritualidade israelita desde muito cedo na história bíblica. No NT nós temos mais de trinta referências ao jejum. Na igreja primitiva vemos que essa era uma prática comum ( At 13). 

É bíblico jejuar. Contudo, como tudo mais que fazemos, precisamos tomar cuidado para não distorcer essa prática, tornando-a uma prática orgulhosa. Os fariseus tinham caído nesse pecado:

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Mt 6. 16-18).

João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla definiu o jejum como uma prática essencialmente humilde:
Você jejua? Dê-me prova disto por suas obras.
Se você vê um homem pobre, tenha piedade dele.
Se você vê um amigo sendo honrado, não o inveje.
Não deixe que somente a sua boca jejue, mas também o olho e o ouvido e o pé e as mãos e todos os membros do seu corpo.
Que as mãos jejuem, sendo livres de avareza.
Que os pés jejuem, cessando de correr atrás do pecado.
Que os olhos jejuem, disciplinando-os a não fitarem o que é pecaminoso.
Que os ouvidos jejuem, não ouvindo conversas más e fofocas.
Que a boca jejue de palavras vis e de criticismo injusto.
Porque, qual é o proveito se nos abstemos de aves e peixes, mas mordemos e devoramos os nossos irmãos?
Possa Aquele que veio ao mundo para salvar pecadores nos fortaleça para completarmos o jejum com humildade, tendo misericórdia de nós e nos salvando.
Nós vivemos em um mundo caído. A era da igreja, que é o tempo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, é também um tempo marcado também pela dor, pelo sofrimento, pela morte e pelo choro.
Quando Jesus disse que chegaria um tempo em que os seus discípulos jejuariam ele falava de um tempo em que não estaria mais fisicamente com eles. Daí a necessidade da igreja jejuar para nos preparar para o encontro com o Noivo novamente.
Nos versos 21 e 22, Jesus reforça a sua resposta em forma de parábola:
Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.

Jesus está mais uma vez mostrando aqueles homens que ra uma tolice manter as estruturas e rituais do passado. As sombras tinham passado, os rituais não tinham mais significado, eles estevam diante do NOVO. A realidade tinha chegado.


Aplicação:

A igreja moderna tem uma fixação por elementos do AT. Algumas igrejas acham que se tocarem instrumentos de Israel, tais como harpas ou chofar se tornarão mais espirituais. Outras batizam os seus membros no rio Jordão, outras trazem candelabros e arca da aliança para dentro do seu culto.

Quem procede dessa maneira ainda não entendeu que a realidade já chegou, que essas coisas apontavam para Cristo. Ele é o vinho novo.

Conclusão:

Hoje vimos que a vida cristã é marcada tanto pela alegria quanto pelo choro. Aprendemos que existe uma maneira bíblica de praticarmos o jejum, e que é importante nos preparar para o nosso encontro com o Noivo.